Nova tendência: Venda de itens usados cresce 48,5% durante pandemia

Pesquisa realizada pelo Sebrae, afirma que o aumento já é considerado histórico, visto que não se via algo tão expressivo assim, há […]

Pesquisa realizada pelo Sebrae, afirma que o aumento já é considerado histórico, visto que não se via algo tão expressivo assim, há pelo menos seis anos. Conheça os dados.

 

 

Durante a pandemia, alguns comportamentos do consumidor mudaram, isso é um fato. Quem antes nem imaginava comprar online, por exemplo, com o fechamento das lojas físicas durante o momento de lockdown, teve que mudar seu pensamento.

A notícia de hoje, aborda um tema interessante relacionado ao desapego de usados. Para esclarecer, estamos vivendo em uma era de reutilização, de uso sustentável de recursos naturais e tudo mais que ajude o nosso meio ambiente.

Mudança nos hábitos de consumo

Como resultado, uma pesquisa realizada pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal mostra que, em um comparativo entre os primeiros semestres de 2020 e 2021 houve um aumento de 48,5% de novas lojas que comercializam itens usados, os populares brechós.

O levantamento indica que foram abertas no primeiro semestre deste ano, 2.104 novas empresas do segmento. Dessas sendo, 1.875 na categoria de microempreendedores individuais as chamadas (MEI) e 229 empresas de pequeno porte. 

Em 2020, os números foram de 1.298, referente à categoria MEI e 118 empresas consideradas de pequeno porte. Ou seja, um aumento expressivo de um período para outro. “Esse incremento na abertura de novos negócios no comércio de itens usados é o maior em seis anos”, afirma o estudo.

Empresária viu a oportunidade no ramo usados

Carolina Fonseca, empresária de 39 anos, relata sua experiência com o mercado de usados. Proprietária do brechó de roupas Musa Moda Circular, em Brasília, ela explica sobre o aumento nas vendas e também sobre a abertura de novos brechós durante esse período, principalmente de lojas online.

Como resultado, a empresária acredita que as pessoas estão aos poucos normalizando a compra de itens usados e revendo seus conceitos. Acima de tudo, estão conscientes que o velho hábito de consumo precisa mudar

Home office como fator decisivo na mudança de hábito do consumidor

No entanto, essa iniciativa partiu primeiramente de pessoas que precisaram se adaptar ao home office. “As pessoas me traziam grande quantidade de desapegos. Elas passaram a rever o que tinham no guarda-roupa e viram que não fazia mais sentido manter todas essas roupas”, diz.

“Além de passar mais tempo em casa, teoricamente, as pessoas tiveram esse tempo para repensar a própria vida. Dessa forma, vi acontecer esse movimento minimalista”, explica Carolina.

Migração para o comércio digital

A empresária conta que hoje, só trabalha com o comércio digital. A decisão de fechar o showroom que mantinha em casa e atendia alguns clientes através de hora marcada, foi uma medida de segurança devido à pandemia da COVID-19.

Depois disso, concentrou seus esforços no site da loja Musa. Posteriormente, passou a dedicar-se à criação de promoções e dar uma atenção redobrada em sua página do Instagram, o que deu muito certo.

Carolina conta. “Quando migrei para o online vi que funcionava melhor, eu tinha uma frequência maior de vendas e as pessoas estavam mais abertas por causa da pandemia”. Como todo comércio digital, oferece garantia das peças e possibilidade de devolução em sete dias. “A pandemia me deu essa brecha e eu aproveitei”, finaliza.

Itens que vão além de peças de vestuário

Não somente artigos de vestuário tiveram um aumento na procura de usados. O levantamento também abrange outros itens do comércio varejista. Sendo eles: moedas e selos de coleção, livros e revistas, por exemplo. Tendo em vista, alguns outros artigos usados como: móveis, utensílios domésticos, eletrodomésticos, calçados e material de demolição.

Uma tendência mundial

Se engana quem pensa que essa tendência de usados é algo crescente apenas no Brasil. De acordo com o Sebrae, essa é uma tendência mundial e pesquisas realizadas em outros países, já comprovam que esse mercado tem muito espaço para crescimento. 

Projeção internacional de vendas

Uma pesquisa internacional realizada pela ThreadUP, por exemplo, uma das principais plataformas de revenda de roupas nos Estados Unidos, aponta que os valores movimentados nesse segmento dobraram desde 2019. Então consequentemente,  a projeção é que tripliquem até 2025. 

Estratégias para potencializar esse mercado

A  ThreadUP, aponta também, o que os principais varejistas internacionais de vestuário já planejam fazer para potencializar esse mercado de usados, por exemplo. Um dos caminhos escolhidos por eles é a formação de parcerias.

Ou seja, 60% deles acreditam que a forma mais viável para alcançar novos mercados, é se unir às empresas já especializadas no segmento. E isso acontece por causa de questões logísticas. No entanto, cerca de 28% dizem que pretendem estruturar uma operação própria, indo um pouco na contramão da ideia.

Qual o conselho do Sebrae para os empreendedores brasileiros?

A recomendação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas é que você conheça seu nicho de mercado , e, além disso, é importante também estabelecer uma presença no mundo digital. Para resumir, isso poderá favorecer uma captação maior de clientes e maior recorrência de compras das mercadorias. Um ótimo resultado para quem pretende investir no ramo.

 

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