Um novo e-commerce por minuto durante a quarentena

Desde o início do isolamento social, o Brasil registrou o surgimento de 107 mil lojas virtuais, segundo dados da Abcomm (Associação Brasileira […]

Desde o início do isolamento social, o Brasil registrou o surgimento de 107 mil lojas virtuais, segundo dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) para a Revista Época. Ou seja, uma loja virtual criada a cada minuto.

Os dados foram registrados entre os dias 23 de março e 31 de maio. Entre as novas lojas criadas na internet, existem estabelecimentos dos mais diferentes nichos. Perante os principais, destacamos os ramos de moda, alimentos e serviços

Foto: Divulgação internet. 

Abertura de lojas virtuais crescem de maneira imprevisível 

O crescimento já era esperado, mas surpreendeu. Segundo o presidente da Abcomm, Maurício Salvador, antes do início da pandemia em março deste ano, a média de lojas virtuais abertas no Brasil era de 10 mil por mês. Com a queda abrupta de faturamento, os lojistas se encontraram em uma situação que só a internet poderia resolver. 

As vendas por WhatsApp também dispararam, mas apenas elas não eram o suficiente para retomar o faturamento e manter “as portas abertas”. Com isso, as lojas virtuais tiveram seu crescimento recorde em abertura e também de consumo. 

“Com o fechamento do comércio, em março, quem nunca tinha pensado em comércio virtual teve de começar a desenvolver ferramentas para faturar alguma coisa”, ressalta Nelson Tranquez, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da região do Bom Retiro (centro popular de compras de São Paulo). 

Consumidores também sentiram a mesma necessidade 

A Abccom também trouxe outro dado importante. O distanciamento social e o receio de sair de casa não só intensificou a abertura de novos e-commerces, como também trouxe novos consumidores para comprar online.

Para o ano de 2020, a expectativa era chegar a 3 milhões de novos clientes em vendas online até o fim do ano. Entretanto, considerando apenas o período de quarentena, as lojas virtuais já atingiram 2 milhões de novos consumidores. Consumidores esses, que até este determinado momento, nunca tinham feito nenhuma compra online.

O que muda a partir de agora 

A realidade é que a interrupção das atividades de forma repentina, fez os empresários repensarem seus modelos de negócios e criassem outras estratégias para vender neste momento. E a maioria delas, para não dizer todas, incluíram a internet como principal fonte de renda. 

Desta forma, até os empresários mais resistentes aderiram as vendas por WhatsApp, Marketplace e, claro, suas próprias lojas virtuais, que devem continuar crescendo mesmo após o fim da pandemia. 

As vendas por WhatsApp podem resolver o problema no momento, mas para empresários que desejam atingir o verdadeiro sucesso na internet – o futuro, o agora, devem se preparar para abrirem suas próprias lojas virtuais e não ficarem atrás dos concorrentes. 

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