Recommerce: O que é, vantagens e como investir nesse tipo de estratégia!

Recommerce ou comércio reverso consiste na venda de produtos normalmente usados através da internet. A ideia tem se tornado tendência mundial, já que além de conseguir um dinheiro extra com o que não se usa mais ainda tem toda uma questão ambiental por traz.

O recommerce é um modelo de empresa digital baseado na revenda de produtos usados.

Em sua maioria, a venda consiste em produtos de luxo e artigos com elevado valor de mercado.

Afinal, um dos motivos pelos quais o recommerce se mostra como uma forte tendência é a possibilidade que os consumidores encontram de comprar produtos caros por preços mais acessíveis.

As empresas online podem utilizar esse segmento como maneira de potencializar as vendas e conquistar uma nova fatia de mercado.

O comércio reverso, como também é conhecido, não é uma novidade, já que livros velhos e roupas usadas contavam com espaços físicos para serem revendidos.

Contudo, os hábitos de consumo vêm se transformando e as inovações tecnológicas dominando o mercado.

Portanto, as mudanças apareceram e fizeram do recommerce uma forte tendência do varejo 4.0.

Neste artigo, vamos explicar o que é recommerce, entender como ele surgiu, quais são as principais vantagens dessa estratégia de vendas, como implementar no seu e-commerce e muito mais.

Se você quer saber tudo sobre esse assunto, não deixe de conferir este artigo. Vamos lá!

O que é recommerce?

O recommerce é uma prática que já vem sendo utilizada há muito tempo, mesmo que sem o auxílio das soluções inovadoras que não param de surgir no mundo dos negócios.

Afinal, quem não se lembra ou mesmo quem nunca comprou uma roupa em um brechó ou um livro em um sebo?

No entanto, o conceito de recommerce só vem sendo estabelecido e discutido nos últimos anos — principalmente com a popularidade do e-commerce.

Logo, recommerce, recomércio ou comércio reverso é a prática de comercialização online de produtos usados.

Os produtos usados estão ganhando cada vez mais a adesão dos consumidores, por oferecerem a oportunidade de desfrutar de determinados itens que seriam inacessíveis quando novos, com os preços praticados no seu lançamento.

Por mais que não seja um formato novo de negócios, o recommerce está se tornando uma forte tendência em alguns segmentos, como o da moda por exemplo.

Contudo, grandes players do mercado já atuam com lojas virtuais e marketplaces para venda de produtos usados ou o recommerce.

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Como surgiu essa tendência?

O recommerce é uma prática já utilizada há muito tempo.

Como exemplo, basta analisarmos os brechós e os tradicionais sebos de livros.

Contudo, o principal diferencial dessa estratégia de negócios é que o recomércio acontece utilizando as soluções tecnológicas e inovadoras do mercado.

Portanto, as vendas e principais interações entre empresa e consumidor acontecem em canais online.

O comércio eletrônico reverso, como o recommerce também é conhecido, tem se tornado uma tendência por abranger questões sociais, ambientais e econômicas.

Questões essas que acompanham os hábitos de consumo dos compradores jovens e as principais tendências de compra do mercado, com o uso de tecnologias e canais digitais.

Com muitos consumidores preocupados com as questões ambientais, como a redução de consumo e a reutilização de produtos já confeccionados, juntamente com a possibilidade de encontrar preços mais vantajosos e competitivos, esse se torna um mercado em ascensão.

Relatórios realizados no nicho da moda, por exemplo, já constataram que o recommerce faz parte da chamada economia circular.

Um modelo de consumo que visa a diminuição de novas confecções e o descarte de resíduos.

O recommerce é uma excelente opção que gerou oportunidades para empreendedores e empresas.

Afinal, podem colocar à disposição produtos para uma grande parcela de consumidores interessados em aumentar o tempo de vida útil de um bem.

O comércio eletrônico reverso também gerou mais oportunidades para os consumidores, que podem cumprir com a sua ideologia de consumo mais consciente e ainda contar com bons produtos com preços muito mais acessíveis.

Essa estratégia, baseada na compra e venda de itens usados, não é mais restrita à oferta de preços baixos.

Existem marcas de luxo que estão sendo negociadas no ambiente online por meio do recommerce.

Assim como as marcas mais populares, os objetos de luxo e nomes renomados estão despontando como tendência no varejo.

Quais as vantagens dessa estratégia?

O recomércio oferece muitos benefícios para os empreendedores e lojistas digitais.

Principalmente por possibilitar negociações com uma parcela grande da população interessada em encontrar preços mais competitivos e variedade de produtos.

Além desse fator, esse público é engajado em causas que influenciam no seu comportamento de compras.

Logo, ao compartilhar da mesma ideologia que os clientes que se preocupam com a economia circular e a diminuição da produção, as possibilidades de vendas se tornam muito mais positivas.

Veja a seguir algumas das principais vantagens do recommerce. Vamos lá!

Maior oportunidade de vendas

O recommerce permite ao empreendedor reutilizar produtos parados em estoque ou mesmo aqueles que não seriam comercializados.

Afinal, é possível repaginar ou restaurar produtos antigos e ultrapassados para que fiquem mais atrativos e ganhem novamente a adesão do novo público consumidor.

É possível, também, fazer a revenda de produtos de marcas grandes e conhecidas por preços mais acessíveis.

Essa iniciativa abre espaço para um público que não poderia comprar os produtos novos diretamente das lojas para que possam adquirir um bem com valor mais competitivo e vantajoso.

Ampliação do público

Muitas empresas que já atuam ou buscam pela oportunidade de atuar nesse mercado podem abranger e conquistar um novo público.

Os consumidores do recommerce estão cada vez mais buscando por marcas que estejam alinhadas aos seus ideais.

Muitos desses potenciais clientes estão exigindo das empresas que diminuam as produções e evitem os desperdícios desnecessários.

Os novos consumidores, chamados de geração Y e geração Z, são um dos principais incentivadores da ideologia de menos produção e desperdício zero.

Informações disponíveis no relatório de revenda da TheredUp.

Logo, os e-commerces e marketplaces  vislumbram trabalhar com o comércio reverso, já que ela oferece um leque possibilidades novas.

Menos investimento

Como um dos alicerces das revendas é o comércio eletrônico, o recommerce possibilita um aumento significativo nas vendas sem a necessidade de grandes investimentos.

Afinal, todas as transações, informações e vendas acontecem nos canais online, sem a necessidade de espaços físicos.

Até mesmo para estoque de produtos, existem alternativas para que sejam feitas de maneira terceirizada.

Como o alcance dos canais digitais é muito vasto, é possível conquistar clientes que estão em diferentes regiões.

Dessa forma, há um aumento da receita e vendas para consumidores que não faziam parte do público-alvo da marca até o momento, por exemplo.

Redução do impacto ambiental

As economias baseadas na diminuição do uso de recursos naturais, como a economia circular, proporcionam uma relação mais harmoniosa com o meio ambiente.

A diminuição dos impactos ambientais, além de ser benéfico ao mundo, ainda atrai um público engajado e fiel a essas ideias.

Portanto, as marcas podem se beneficiar com o relacionamento com esses consumidores.

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Público engajado

Como já mencionado, e recommerce conta com um público engajado com as causas e ideias do reaproveitamento de produtos.

Os principais consumidores desse mercado são clientes mais jovens e extremamente habituados com as compras e com o comércio online.

Assim, as empresas que utilizam dessa modalidade dialogam com consumidores acostumados, engajados e bastante propensos a fazer negócios com as marcas dessa modalidade.

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Quais produtos podem ser vendidos?

O recommerce permite que qualquer produto seja comercializado nas principais plataformas online.

Não existe uma regra que possa permitir ou não a revenda de produtos, desde que estejam em bom estado e possam ser aproveitados por outros consumidores.

Contudo, como nas principais tendências que surgem com as inovações, existem segmentos que mais se destacam e que apresentam maior aceitação do mercado consumidor e fornecedor.

Confira abaixo alguns desses produtos com maiores possibilidades de sucesso.

Eletrônicos

Os produtos eletrônicos estão cada vez mais sofisticados e com novas soluções para inovar esse mercado que não para de crescer e não apresenta sinais na diminuição de seu consumo.

Muitos aparelhos eletrônicos, se não todos, são produtos que têm valor de compra.

Ou seja, são produtos caros e que rapidamente são substituídos por novos modelos e novas funcionalidades.

Dessa forma, revender esses produtos nos canais digitais é uma boa opção para quem quer iniciar no mundo do recommerce.

Videogames

O mercado dos games movimenta bilhões de dólares anualmente.

As tecnologias estão abrindo novas possibilidades todos os dias e cada vez mais acessórios para os jogos aparecem e são desejados pelos consumidores desse mercado.

Esses também são produtos com alto valor de compra e que constantemente sofrem com a chegada de novas tecnologias.

Logo, o mercado de games é uma boa opção para quem quer revender produtos, já que os consumidores estão constantemente buscando por novidades e se desapegando dos antigos modelos, que muitas vezes ainda estão em alta para determinada parcela dos consumidores.

Joias

O mercado de luxo está bem posicionado no universo da comercialização online de produtos usados.

Afinal, muitas marcas são destinadas para um público com alto poder aquisitivo, deixando uma parcela sem acesso a esses bens.

No entanto, com revenda de determinados produtos, consumidores que antes não tinham acesso a essas mercadorias de luxo, agora podem aproveitar os preços mais competitivos, bem como a possibilidade de acesso a produtos que antes só eram encontrados em viagens ao exterior.

Roupas de grife

As roupas de grife são uma das tendências para esse modelo de negócio que mais chamam a atenção. Afinal, esses produtos eram mais comumente adquiridos nas lojas físicas, o que dificultava muito o seu acesso.

Além disso, a reutilização de determinadas marcas é uma novidade, já que a relação com as peças era restrita a um único dono.

Contudo, ao considerar os novos comportamentos de compras, os novos hábitos e os ideais dos consumidores modernos, a reutilização de roupas de grife se tornou uma tendência bastante rentável para empresas e empreendedores diversos.

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Como implementar o recommerce no seu negócio?

A implementação do recommerce em qualquer modelo de negócios se inicia na digitalização do empreendimento.

Afinal, é possível revender produtos nas redes sociais, e-commerces, sites, marketplaces e muito mais.

Ainda assim, existem práticas que devem ser realizadas para que o sucesso no empreendimento tenha mais chances de ser alcançado.

Veja algumas dessas práticas a seguir!

Invista em uma plataforma completa

Como o foco do empreendimento é a comercialização online, é preciso contar com uma plataforma eficiente e completa.

Todo o processo de gestão deve ser oferecido para que as vendas ocorram da melhor maneira possível.

Essa plataforma deve oferecer boas possibilidades de pagamento, uma logística de vendas eficiente, boa ferramenta de atendimento ao cliente e segurança em todas as etapas da venda.

Confira também: O guia completo e definitivo de como escolher uma plataforma de e-commerce!

Implemente estratégias de marketing digital

Com uma plataforma e modelo de negócios totalmente voltados para o comércio online, será fundamental investir em boas estratégias de marketing digital.

Os canais sociais, sites, fóruns e grupos online são uma excelente oportunidade para conversar com os potenciais clientes, despertar o interesse e a necessidade, realizar vendas e fidelizar os consumidores.

Estratégias de SEO, e-mail marketing, marketing de conteúdo e muito mais também devem ser consideradas.

Conte com uma estrutura segura

A segurança digital é um fator indispensável para qualquer negócio online.

Para os mercados de luxo, eletrônicos e games, que contam com produtos de alto valor de aquisição, a segurança é ainda mais necessária.

A estrutura do negócio deve ser segura em todas as etapas da jornada do consumidor.

Um foco deve ser dado na segurança dos pagamentos e das informações dos clientes.

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Como mensurar os resultados?

Como todo empreendimento digital de qualidade, tudo deve ser baseado em dados reais e em métricas que apresentem os resultados do negócio em suas diferentes etapas.

Nesse sentido, é preciso estabelecer objetivos de curto e longo prazo para o crescimento do negócio e estipular quais são as métricas mais importantes para cada momento e objetivo definido.

Os KPIs são excelentes ferramentas de mensuração dos resultados, pois acompanham toda a jornada da empresa e indicam o que está gerando resultado positivo e o que precisa ser alterado para que o objetivo seja alcançado.

Portanto, estabeleça métricas de avaliação que sejam: específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais.

O recommerce é um modelo de negócio digital baseado na revenda de produtos usados.

Essa não é uma prática nova, mas as inovações tecnológicas, o comportamento do consumidor atual e a preocupação com questões externas conseguiram turbinar esse mercado e fazer com que ele virasse uma tendência de mercado.

Por contar com um público mais engajado, mais acostumado às compras online e à necessidade menor de investimento para aumentar o alcance da marca, essa se tornou uma possibilidade de negócios bastante vantajosa.

Existem diversos produtos que podem ser revendidos com o recommerce.

No entanto, é possível observar um destaque para os artigos de luxo, eletrônicos e o mercado de games.

Para implementar esse modelo de vendas, é preciso contar com uma plataforma eficiente de vendas, boas estratégias de marketing online e uma estrutura digital que garanta a segurança das vendas, das informações e dos produtos.

É extremamente importante contar com métricas e KPIs para analisar constantemente o desempenho do negócio.

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