Com a reabertura das lojas físicas, as vendas no e-commerce podem cair?

O e-commerce foi a alternativa de compra mais bem recebida diante da pandemia da COVID-19.  Entretanto, será que com a reabertura gradual […]

O e-commerce foi a alternativa de compra mais bem recebida diante da pandemia da COVID-19. 

Entretanto, será que com a reabertura gradual do comércio, as vendas no e-commerce podem cair? 

Se esse é seu medo, confira o porque o e-commerce continuará se expandindo mesmo depois da crise

Vendas no e-commerce: o consumidor ainda quer comprar online

Mesmo depois da abertura das lojas nos grandes centros e dos shoppings, o consumidor se apaixonou pelas compras online. 

Não é difícil imaginar o porquê: sem filas, sem estacionamentos lotados, sem precisar sair de casa, milhares de opções em um só lugar, compras em apenas alguns segundos… 

O e-commerce já vinha caindo nas graças do brasileiro, principalmente por conta da Black Friday, entretanto, diante da crise que estamos enfrentando, os números do e-commerce saltaram de forma exorbitante. 

Dados compilados da Nielsen, Comscore, Global Web Index, Kantar e MindMiners mostraram que 13% da população brasileira comprou pela internet pela primeira vez em 2020.

Neste período, as vendas online mostraram ao brasileiro o quanto são práticas, seguras e, muitas vezes, possuem mais flexibilidade de pagamento do que em lojas físicas. 

Logo, não devemos encarar lojas físicas e online como inimigas, uma complementa a outra. E não, o e-commerce continuará se expandindo no mercado — não com a mesma velocidade, de fato. 

Lojas físicas devem voltar com preço abaixo da média

Devido ao tempo paradas ou funcionando apenas por delivery, muitas lojas físicas estão com estoques superlotados. 

Com isso, pode ser que parte delas decidam vender por preços abaixo da média e consequentemente, atrair mais os clientes para comprar nos pontos físicos. Dessa forma, fica difícil competir com lojas que estão com alto nível de liquidação de estoque. 

De fato, isso pode prejudicar o e-commerce nos primeiros meses, mas, além de ser passageiro, não deve ser algo de impacto ao nível nacional. 

Como citamos anteriormente, a velocidade de crescimento do e-commerce não será a mesma dos primeiros meses de pandemia. Com a volta gradual da normalidade, tanto para as lojas virtuais como para as lojas físicas, o e-commerce continuará crescendo, mesmo com menor velocidade, será constante. 

E-commerce x Bolsa de valores

Um bom parâmetro para medirmos as perspectivas do e-commerce, é olharmos para a Bolsa de Valores. 

Segundo especialistas da Bolsa, os números não devem cair. “As compras online foram intensificadas na quarentena, mas não devem diminuir com a reabertura”, diz Flávia Meireles, analista de research da Ágora Investimentos.

Já o especialista Márcio Loréga, analista da Ativa Investimentos, explica que os mitos que rodeavam as vendas no e-commerce foram suavizados. Por esse motivo, o hábito deve se manter, inclusive pelos consumidores mais tradicionais e que tinham medo de comprar pela internet. “As pessoas compraram, gostaram e vão continuar comprando, pois, gerou uma comodidade positiva”, diz.

Destacando às quatro ações que mais valorizaram no ano de 2020 até o fechamento da matéria em julho, três são de empresas do varejo on-line: B2W (BTOW3) 92,48%, Via Varejo (VVAR3) 78,33% e Magazine Luiza (MGLU3) 69,50%. 

Veja que todas essas empresas são marketplaces. Mais uma oportunidade para você vender mais em sua loja online.

O que o consumidor aprendeu com as compras online? 

Muitos consumidores eram resistentes a comprar online porque não compreendiam o processo. 

Como citou o especialistas Marcio Loréga, muitos desses mitos foram desmistificados e o consumidor aprendeu a lidar com eles. 

  • Frete: 

O frete sempre foi e sempre será muito polêmico. A maioria dos consumidores se assustam com o frete e nem consideram a compra “vou ali no shopping e já saio com o produto na hora”. 

Entretanto, durante a pandemia, esse consumidor entendeu que o frete é pago para que ele não precise pagar o combustível até o shopping, muito menos o tempo extra de estacionamento. Além de que, indo ao shopping, sempre se compra algo que não era planejado. 

Sendo assim, no final das contas, esse consumidor entendeu que o frete é sim um valor necessário para que aquela compra chegue até sua casa. Mas, se o frete for grátis, melhor ainda!

 

  • Tempo de entrega: 

Esse tópico está diretamente ligado ao primeiro. 

O tempo de entrega do produto fazia qualquer um ficar e cabelo em pé, e isso é perfeitamente normal. Já que é da natureza do ser humano ser ansioso.

Com o isolamento social, os compradores perceberam que não é tão difícil assim esperar 7 dias para uma encomenda chegar. Além de, criarem o hábito de verificar as datas sazonais com maior antecedência. 

Quem dúvida que a quantidade de presentes de Natal comprados na Black Friday será surpreendente? 

  • Segurança:

Um dos pontos mais polêmicos do e-commerce: como vou colocar meus dados de cartão nessa loja que nem conheço? E se alguém me roubar? 

Sem dúvida, a segurança sempre foi motivo para compras onlines serem adiadas. De fato, esse é sim um risco do e-commerce, assim como o risco de você passar seu cartão em uma maquininha adulterada para clonar seus dados. 

Neste caso, o cliente aprendeu, em sua maioria, as técnicas para saber quando uma loja é confiável para compra e protege seus dados e quando não é.

  • Comprar sem saber se o produto existe: 

Diretamente ligado ao tópico anterior, a incerteza de comprar algo que não foi visto pessoalmente e nem tocado, era muito grande. 

Afinal, quem garante que aquele produto realmente existe e vai ser entregue? 

Bom, a premissa é a mesma do tópico sobre segurança. Basta investigar e saber tudo sobre a credibilidade da loja. 

O mundo será cada vez mais omnichannel

Vendedores físicos tiveram que se adaptar com as vendas no e-commerce e quem já vendia no e-commerce, também verá a necessidade de se reinventar. 

Comprar online e retirar na loja já é uma ação omnichannel e a tendência é que ela cresça muitos nos próximos anos. 

A realidade é que o e-commerce não perderá o espaço conquistado para as lojas físicas e nem as lojas físicas deixarão de existir por causa do e-commerce. 

O mercado possui demanda para os dois, basta o empreendedor ter visão de mercado e traçar as melhores estratégias para seu negócio. 

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