Privatização dos Correios deve ficar para 2022. Entenda o motivo!

Em entrevista  à EXAME, o presidente da estatal, Floriano Peixoto, acredita que a privatização dos Correios deve ficar apenas para 2022.  Por […]

Em entrevista  à EXAME, o presidente da estatal, Floriano Peixoto, acredita que a privatização dos Correios deve ficar apenas para 2022

Por que a privatização dos Correios deve levar tanto tempo?

Antes de mais nada, os estudos sobre o modelo de privatização dos Correios precisam estar prontos. E, eles devem ficar prontos somente no final do ano que vem. 

Esses estudos incluem o cálculo do valor de mercado da estatal, que devem considerar, inclusive, o impacto de mercado da última greve dos Correios. Greve que durou 35 dias e teve alto impacto na vida dos brasileiros. 

Sendo assim, é esperado que uma das maiores estatais do país, com quase 100 mil funcionários, seja privatizada apenas no início de 2022. 

Logo, empresas interessadas em comprar os Correios, precisarão esperar mais do que o planejado. 

Como estão os estudos sobre o modelo de privatização dos Correios? 

Segundo Floriano Peixoto, nesta mesma entrevista, o que a estatal tem em andamento é um estudo conduzido pelo BNDES e pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos. Sendo realizado para avaliar cenários de desestatização do setor postal.

Ao ser questionado sobre o acompanhamento desses estudos, o presidente da estatal declarou que tem acompanhado de perto os avanços dos estudos e que entende o papel da empresa como objetivo principal do material. 

Os Correios têm contribuído com o Comitê Interministerial formado pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, BNDES, Ministério da Economia e Ministério das Comunicações, prestando informações e acompanhando as discussões junto ao Consórcio Postar, que está à frente da consultoria”, declarou, Floriano Peixoto. 

Queda no lucro da estatal

A EXAME questionou Floriano Peixoto sobre a queda do lucro dos Correios em 2019, comparado em relação a 2018. O faturamento da estatal foi de 102,1 milhões de reais, considerando o líquido. A queda em relação à 2019 foi de 36%

Embora a queda tenha sido expressiva, o presidente dos Correios contou com uma justificativa para o fato ao ser questionado. Segundo ele, essa diferença, no ponto de vista contábil, deve-se a passivos herdados de outras gestões

Além disso, Peixoto destacou que os resultados foram positivos e otimistas, assegurando a saúde financeira da empresa.

“Prevê-se que esses resultados positivos continuarão em 2020, com a racionalização de custos com despesas correntes.”, concluiu. 

Afinal, a última greve impactará no valuation dos Correios? 

O entrevistado foi questionado sobre o lucro e o prejuízo da empresa nesses 35 dias de greve. Além de ser abordado o assunto sobre o impacto da greve sobre o valuation — Valuation é o termo em inglês para “Avaliação de Empresas”. 

Sem uma resposta concreta, Floriano Peixoto declarou à EXAME que os resultados financeiros e o valuation da empresa deve ser melhor calculado nos próximos meses

O que você achou desta declaração? Imaginava que a privatização dos Correios ficaria só para 2022? Enquanto isso, confira mais opções de transportadoras para seu e-commerce.

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