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Passo a passo: montando um e-commerce automotivo de sucesso

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O mercado e-commerce está em constante ascensão. E a verdade é que, com o poder de compra online cada vez maior, são raros os segmentos que ainda não apostaram nesse setor. Hoje em dia existe até e-commerce automotivo, sabia?

É preciso lembrar que a recessão econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos diminuiu a venda de modelos zero quilômetro e as pessoas passaram a trocar menos de veículo. Assim fica fácil entender que, permanecendo por mais tempo com seus carros, a manutenção e a troca de peças são cuidados imprescindíveis. Ponto para o comércio de autopeças.

A junção do segmento de autopeças com o mercado do e-commerce apresenta uma solução altamente promissora de investimento, visto que une uma alta demanda mercadológica com as facilidades proporcionadas pela compra online. Considerando essa realidade, no post de hoje vamos aprender quais são os primeiros passos para começar um e-commerce automotivo!

Entenda o público com quem vai trabalhar

O perfil do público do e-commerce é cada vez mais amplo. Mas por mais que seja parecido com o das lojas físicas, há um grande diferencial: algumas pessoas ainda têm certa resistência à compra de produtos pela internet.

Normalmente, esses consumidores receosos são idosos que não entendem bem como esse modelo funciona e, por isso, mantêm o pé atrás. Em compensação, os jovens entre 18 e 24 anos estão presentes de forma maciça no mercado e-commerce. Afinal, eles já nasceram em uma realidade habituada a consumir dessa maneira.

Considerando alguns estudos que mostram que as compras online já superam as compras em lojas físicas e levando em conta esse equilíbrio entre gerações, o setor atinge um número bastante eficiente de consumidores no mercado brasileiro.

Conheça bem a concorrência

Devido à amplitude do segmento e à necessidade das pessoas de se locomoverem, o mercado de autopeças está sempre em alta. Como dissemos ali na introdução, a crise econômica inclusive favoreceu esse nicho, que hoje se encontra bastante aquecido. Cria-se, assim, espaço para novos mercados, visto que veículos e tecnologias são lançados diariamente.

O que o empreendedor da área precisa é buscar um diferencial. Para isso, entender o que a concorrência faz de atrativo (e de falho) é um bom começo. Os outros players oferecem um atendimento precário? Faltam informações claras e objetivas? Explore esses gaps a seu favor!

Analise as particularidades do mercado

O mercado de autopeças demanda uma atenção especial por se tratar de uma venda muito técnica, o que a torna passível de erros. Para evitá-los, é importante ter muito cuidado com o conteúdo das páginas do e-commerce, que devem conter descrições completas.

O ideal é que a comunicação seja voltada para o consumidor mais leigo. Uma variação para essa regra é caso a intenção seja vender para mecânicos ou demais profissionais do segmento. De uma forma ou de outra, a regra é basicamente a mesma: quanto maiores forem os esclarecimentos, menos enganos serão cometidos.

O detalhe é que, mesmo a venda sendo muito clara, o processo ainda é passível de enganos. Pensando justamente nesses casos, é importante ter uma política de troca bem desenhada e transparente.

Tenha uma estrutura de qualidade

O primeiro passo para a construção de um e-commerce automotivo de sucesso é definir como será o ambiente de artigos oferecidos. Estamos falando basicamente de definir os nichos, as possíveis parcerias e a estrutura, que deve ser compatível com o público.

É indispensável buscar a melhor plataforma de e-commerce, que deve conversar com o software empregado na loja virtual. Ainda sobre esse ponto, saiba: é importante contar com um Enterprise Resource Planning (o famoso ERP) para fazer um controle de estoque preciso.

A parte burocrática também não pode ficar de fora! O e-commerce deve ser totalmente legalizado, com CNPJ para facilitar a compra com fornecedores, além de emissão de nota fiscal para os clientes.

Analise as questões operacionais

Também é preciso analisar as questões relativas ao armazenamento. Dependendo do tipo de produto oferecido no seu e-commerce, você pode precisar de um espaço maior ou menor para o estoque. Se o nicho se limita a acessórios automotivos de pequeno porte, você precisará de menos espaço para esse fim. Já se o e-commerce vende peças de para-choque e capô, por exemplo, será preciso pensar em um lote ou galpão.

Pensar nas embalagens também é fundamental. Se os produtos têm um valor agregado alto ou são muito frágeis, precisam de uma embalagem diferente. Plástico bolha, papelão, caixas em formatos personalizados: tudo isso deve estar alinhado com os parceiros logísticos.

Para produtos maiores, é melhor procurar uma transportadora. Já os menores podem ter sua demanda suprida pelos correios. Aliás, os correios adotaram uma nova regra para o envio de produtos: a nota fiscal deve estar afixada do lado de fora da caixa enviada. Escolher o parceiro adequado para a entrega equilibra os preços e libera a administração para que se volte a outros elementos de diferenciação do mercado, como a velocidade de envio, a qualidade do atendimento e assim por diante.

Selecione fornecedores para firmar parcerias

Não existe uma regra em relação à obrigatoriedade de se firmar parcerias com fornecedores. Na prática, o mais importante é analisar os princípios de negociação usados no seu empreendimento.

É claro que quanto mais parceiros você tiver e quanto melhor forem suas negociações, mais benéfica será a gestão do seu e-commerce. Assim, conseguir firmar parcerias estratégicas pode ser bem interessante. Se seu e-commerce oferece um amplo mix de produtos, mas é reconhecido como o melhor de um segmento específico, é interessante obter uma parceria para esse tipo de mercadoria.

Pense no seu mix de produtos

Explorar itens diversificados pode ser uma oportunidade rentável, desde que a demanda comporte e supra os custos do negócio. Para entender se é melhor investir em um nicho específico ou em um mix de produtos maior para seu e-commerce, faça uma análise do ambiente.

O estoque diversificado costuma ter um giro mais rápido, enquanto nichos específicos têm um fluxo menor. Entretanto, o ticket médio é maior para nichos específicos, sem contar que é possível fazer com que a persona fique mais próxima da marca, criando uma fidelidade por parte do público.

Preste atenção nos regionalismos

Para ser eficiente em nível nacional, sua estratégia de mídia paga tem que estar alinhada com os regionalismos. É imprescindível, por exemplo, procurar se adaptar em relação ao modo de falar de determinada região, visto que a mesma nomenclatura pode ter diferentes significados.

No mercado em geral, a aparelhagem que produz o foco luminoso dos veículos é conhecido como farol na maior parte do país. No entanto, no sul do Brasil, essa mesma aparelhagem é conhecida como farolete. Imagine como essa pequena diferença pode causar uma confusão enorme!

Esse tipo de situação faz com que a mídia paga não possa ser unificada. A estratégia tem que estar atenta às divisões geográficas do país e a suas segmentações, para que todos os públicos sejam atingidos.

É simples: o consumidor do sul não vai procurar por farol. Da mesma forma, o consumidor paulista não vai procurar por farolete. É importante usar as informações a que você tem acesso, sejam vindas de tráfego ou de qualquer outro meio, a seu favor. Se sua estratégia de SEO trabalha tanto com a palavra farol quanto com a palavra farolete, sua página terá destaque também no sul, fazendo com que aquela região encontre seu negócio com mais facilidade.

Aprecie seu mercado

Ao contrário do que muita gente pode pensar, a geração de empatia vai muito além do tratamento cordial e das boas maneiras. Para criar um laço realmente forte com a loja, o público precisa conhecer um pouco dos gostos em comum que tem com quem fornecerá a ele qualquer produto.

Especificamente no ambiente das autopeças, em sua grande maioria, as pessoas gostam de carro. Por isso, precisam sentir que seu intermediário também gosta e entende sobre o assunto. Assim, a atenção dada no atendimento mostra grande potencial, além da maior disponibilidade de produtos. É isso o que pode fazer com que sua clientela não troque de fornecedor com facilidade.

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