Porque você deve parar com o rateio de custos fixos, agora!

Ratear custos fixos é um dos maiores erros que o varejista pode cometer na precificação. Em meio a tantos outros problemas de […]

Ratear custos fixos é um dos maiores erros que o varejista pode cometer na precificação.

Em meio a tantos outros problemas de processos, essa prática vai reduzir o seu potencial competitivo no mercado.

Se você absorve os seus custos fixos no seu preço de venda, venha comigo e saiba porque é vital acabar com esse hábito o quanto antes!

O que é o rateio de custos?

Extremamente prejudicial à empresa, o rateio de custos é o ato de levar os custos – divididos proporcionalmente -, ao cliente final, através do preço de venda da mercadoria.

Existem duas formas de custos: o custeio por absorção e o custeio direto.

O custeio por absorção rateia todos os custos indiretos da empresa (valores que não dependem da produção e venda).

Nesse método, as margens dos preços são preenchidas por parcelas de custos e despesas.

No varejo, é comum o empresário fazer o seguinte:

  1. Dividir o custo total pela quantidade vendida;
  2. Somar ao custo variável do produto;
  3. Adicionar uma margem de lucro em cima.

Isso é um erro e mais a frente, vou explicar a razão.

O segundo método de rateio é o custeio direto.

Essa metodologia considera apenas os custos e despesas variáveis, relacionados na produção, confecção e venda do produto.

Através desse critério, podemos apurar a margem de contribuição (seu lucro bruto, em outras palavras) da loja e ter uma visão mais clara das finanças ao final do mês.

Pare de ratear custos fixos!

Essa prática é amplamente recomendada pelo mercado, no sentido de ser mais prática e fácil.

Agora, quando nós, especialistas em precificação, olhamos fatores como: mercado e estratégia de crescimento, percebemos que a absorção de custos não é tão eficaz assim. 

Por que? Visualize esse cenário:

  • Sua loja possui R$20.000,00 de custos e despesas totais (salários, aluguel  etc.);
  • Seu concorrente está iniciando no varejo e começa vendendo de casa;
  • Ambos comercializam o mesmo produto, no mesmo canal de venda.

Aplicando esse método, qual empresário vai conseguir vender mais barato? Claro que o que tem menor custo fixo (caso ambos diluam o custo no produto).

Outro fator crítico é usar qualquer porcentagem, por exemplo: usar 20%? 10%? 15%? De onde vem esse número? Do quanto você quer pagar o custo fixo? Agora pense comigo: 10% de diluição para um produto de 1.000 reais é bem diferente de um produto de 10 reais, concorda?

Logo, é um método impreciso e provavelmente nocivo para seu resultado e competitividade.

Para contornar situações como essas, seguir um processo de precificação eficaz, começando pelo lucro que deseja, apurando a margem correta e exata para depois ver como, e se ela vai pagar suas contas (custo fixo).

Precifique com segurança, para pagar bem custo fixo

Ao definir a margem de contribuição unitária (produto a produto), precisamos levar em conta uma série de indicadores e margens.

Você encontra a margem de cada produto ao retirar despesas variáveis do seu preço de venda. 

Veja um exemplo baseado em uma blusa de R$ 70,00.

  • Custo da blusa: R$ 35,00
  • Comissão: R$15,00
  • Imposto: R$ 7,00
  • Frete: R$7,00

Logo, essa blusa tem R$ 6 reais de margem de contribuição. 

Ou seja, esses 6 reais vão pagar seu custo fixo. Essa margem de cada produto pagará suas contas. Quanto maior ela for, mais fácil ela consegue pagar e o que sobra é o lucro.

Observação: Se você descobre que suas margens de contribuição somadas de cada venda não pagam o custo fixo, significa que você está abaixo do seu ponto de equilíbrio e será necessário buscar meios de elevar a margem média será crucial. 

Sem dúvidas, essa é a melhor forma de substituir a absorção de custos.

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