O que é e como funciona o e-commerce D2C? Entenda aqui

Se você nos acompanha há um tempo, já deve nos ter “ouvido falar”, algumas vezes, que todo o avanço tecnológico impactou, também, […]

Se você nos acompanha há um tempo, já deve nos ter “ouvido falar”, algumas vezes, que todo o avanço tecnológico impactou, também, o processo de compras. Temos, hoje, oportunidades nunca pensadas décadas atrás. Como consequência disso, aos poucos, surge no mercado o e-commerce D2C.

Sua sigla vem das expressões Direct to Consumer, o que em tradução livre significa “direto ao consumidor”. Em vez de contar com a intermediação do varejo, as próprias indústrias realizam vendas ao consumidor final.

Ficou interessado em descobrir as vantagens e como aplicar a estratégia na sua marca? Acompanhe a leitura!

O que é e-commerce D2C?

Como acabamos de falar, esse tipo de comércio realiza a venda diretamente ao cliente final, sem a necessidade de contar com a ajuda de representantes e revendedores. Muitas marcas já estão adaptando seus portfólios, de modo a atender às novas demandas. Philco, GM, Sony, Danone, Nike e Apple são exemplos de empresas atuando dessa maneira.

Com isso, as grandes indústrias ganham mais autonomia e responsabilidade, visto que podem gerir, do início ao fim, toda a jornada do consumidor.

Quais suas vantagens?

Tendo em mente que o e-commerce D2C tem crescido nos últimos anos, não é difícil supor que esse modelo conta com muitas vantagens, certo? Então, conheça algumas!

Redução na quantidade de intermediários

Isso leva a um relacionamento mais próximo com o público final, o que fornece mais oportunidades de conhecê-lo melhor. A partir disso:

  • é possível e alinhar os produtos, de modo a atrair mais clientes;
  • investir em outros canais de comunicação;
  • trabalhar melhor o funil de vendas e aumentar as taxas de conversão;
  • melhorar a imagem da marca;
  • aumentar lucro e rentabilidade.

Queda na tributação

Ao atuar no modelo Direct do Consumer, é possível eliminar gastos e tributos que seriam gerados a partir da intermediação. Isso permite um preço final menor e, consequentemente, o aumento da competitividade no mercado. E com as vendas online, não é necessário um investimento tão alto quanto o de uma loja física. Tendo uma plataforma eficiente, já é um ótimo começo.

Mais controle sobre a imagem do produto

Ter a ajuda de revendedores é bastante eficiente em diversos sentidos. No entanto, isso dificulta o controle sobre a imagem do produto, visto que falhas cometidas por terceiros podem ser associadas, pelos consumidores, como responsabilidade da marca. Ter de lidar com uma crise e ter a imagem da empresa abalada é um tanto desafiante depois, principalmente se forem devido a ocasiões que fugiram do nosso alcance.

Com o controle em nossas mãos, fica mais fácil analisar a receptividade de cada produto, administrar nossas condutas e tomar decisões mais acertadas.

Proximidade com os mais exigentes

Alguns clientes são mais exigentes, necessitando de uma experiência de compra mais personalizada. Eles costumam ser poucos, mas são importantes à empresa, visto que suas opiniões tendem a influenciar diversas outras pessoas.

Ter a oportunidade de acompanhá-los de perto, oferecendo essa experiência única, é enriquecedor à marca, além de aumentar as chances de torná-los fiéis.

Possibilidade de melhoria contínua

Ao ter contato mais direto com todos os perfis de consumidores finais, é possível entender mais a fundo suas expectativas e investir em melhorias contínuas. Ideias para isso funcionar são as mesmas usadas pelos varejistas no mercado:

  • estar em redes sociais para manter o engajamento com os seguidores;
  • enviar questionários de satisfação, após cada venda.

Como aplicar o D2C no meu e-commerce?

Se você gostou do modelo e tem interesse pela implementação, então veja as seguintes dicas!

Planeje a logística

Varejos que já atuam há anos no mercado têm toda a logística de entrega consolidada. É preciso estratégia para entrar nesse mercado e não ficar para trás. Invista em automação nos processos e softwares que ajudem a monitorar cada atividade. Também, conte com entregadores responsáveis, para evitar frustrações e reclamações por parte do consumidor.

Conheça o novo cliente

Se você atuava no B2B (Business to Business), seu público-alvo, até então, eram as empresas revendedoras. Os catálogos e os valores eram pensados de modo a atender necessidades especiais, como pedidos extensos.

Com um novo cliente em jogo, é preciso adaptar alguns processos. Para isso, é fundamental conhecer suas preferências, necessidades e dores. Quer um exemplo nessa diferença? O público no D2C é uma pessoa física e, dessa maneira, faz aquisições em menor volume. Por outro lado, suas decisões tendem a ser mais impulsivas.

Isso significa mudança em vários pontos de atuação, entre eles o marketing. Com isso, não deixe de buscar informações, de modo a ter uma visão completa desse novo cliente.

Pense em estratégias de diferenciação

Ainda que você pretenda continuar contando com a ajuda de revendedores, não acha mais estratégico buscar uma diferenciação? Ao fazer isso, as empresas não competem entre si, nem interferem nas vendas alheias.

Uma sugestão é investir em mercadorias únicas, não disponíveis em outras lojas. Produtos premium ou altamente personalizados costumam ser muito atrativos e resultam em bom retorno financeiro.

Invista no omnichannel

Cada vez mais essencial, o omnichannel é uma estratégia cujo objetivo é a atuação por meio de vários canais. Loja física, loja online, redes sociais, marketplaces, WhatsApp estão integrados, de modo a atender ao consumidor como se fossem uma coisa só.

Isso significa que todos eles terão as mesmas informações sobre determinado cliente e estarão cientes sobre seus problemas ou suas preferências. A ideia é oferecer a mesma experiência, não importando de onde se deu a compra. Para isso, é necessária uma mudança de mentalidade, de modo que nenhum canal seja visto como concorrente do outro.

Na prática, a própria marca estaria, por exemplo, no Instagram, no Mercado Livre e em um site, atendendo ao consumidor em qualquer demanda. Na necessidade de uma troca após a aquisição, o cliente pode se sentir à vontade para entrar em contato por qualquer desses canais para ter sua demanda resolvida.

Enfim, o D2C é mais um modelo de venda, que tem se consolidado com a ajuda da internet. Os já envolvidos nesse comércio dizem ser um caminho sem volta, já que as vantagens são grandes. No entanto, é imprescindível o planejamento e o estudo do novo ambiente, para que a marca realmente tenha os ganhos merecidos.

Gostou do artigo? Então, saiba, na próxima leitura, como fidelizar clientes pelo atendimento online!

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