O que é e-commerce? Como funciona, vantagens e como criar o seu do zero!

E-commerce, ou comércio eletrônico, é uma forma de vender produtos ou serviços de maneira online. Contando com uma operação completa, a modalidade de vendas acontece através de um site personalizado onde os clientes de uma loja, podem escolher e pagar um item sem sair de casa! Uma facilidade para que vende e para quem compra!

O e-commerce ou comércio eletrônico como também é conhecido, é uma das maiores forças do mercado atual e ele não para de crescer. Afinal, através dele é possível comprar e vender pela internet diversos tipos de produtos nos mais variados canais de vendas online.

Para os consumidores, o e-commerce já virou um hábito. É impossível parar de aproveitar a praticidade de comprar seus produtos ou serviços de qualquer lugar que esteja.

Já para os lojistas, o e-commerce é uma grande oportunidade de fechar novos negócios.

O setor possibilita vender mais e fidelizar clientes de qualquer lugar por ser um tipo de comércio sem fronteiras.

O e-commerce reúne um universo de recursos e possibilidades que vamos te apresentar neste guia completo! Se você tem o sonho de iniciar sua própria loja online este artigo é para você!

Vamos ensinar o passo a passo para criar a sua loja virtual do zero e impulsionar as vendas do seu negócio! vamos lá?

O que é e-commerce?

E-commerce é um tipo de negócio conhecido principalmente pela sua praticidade em oferecer operações totalmente online. Na prática, o lojista pode comercializar seus produtos ou serviços através de um site personalizado para melhor atender seu público.

Um e-commerce conta ainda, com serviços de pagamento online, integrações com diversos marketplaces e redes sociais.

Ou seja, é considerada uma operação completa para facilitar a vida de quem compra e também de quem vende.

Mais adiante, você vai ver que o comércio entre lojas e consumidores, embora seja o mais comum, não é o único tipo de e-commerce que existe.

Nessas operações, os compradores navegam pela plataforma de vendas em busca de produtos e serviços, adicionam os itens no carrinho de compras e finalizam a transação com algum meio de pagamento online. 

Para o consumidor, parece que o e-commerce se resume a esse processo de compra.

No entanto, para o lojista, o e-commerce envolve muito mais. 

Quem vende pela internet precisa estruturar um negócio, que vai desde o planejamento de marketing, vendas, finanças, estoque e logística, até o recebimento e a gestão dos pedidos na plataforma de vendas.

Ou seja, há muito trabalho por trás do e-commerce que o consumidor vê. 

o que é e-commerce

Neste artigo, você vai entender melhor como estruturar o seu negócio online para vender muito mais pela internet.

Diferença entre marketplace e e-commerce

Para entender o que é e-commerce, é importante saber também as diferenças entre conceitos que costumam se confundir no dia a dia. Um deles é o marketplace.

Marketplaces são sites de vendas que reúnem diversos lojistas, como se fosse um shopping online em que os consumidores podem escolher entre vários vendedores em uma só plataforma.

Geralmente os marketplaces são grandes marcas conhecidas.

Alguns exemplos são: Mercado Livre, Magazine Luiza e Americanas, que oferecem grande visibilidade e clientela para os lojistas, além de plataformas prontas para vendas.

Os marketplaces são tão populares que muitas vezes se confundem com o e-commerce.

Em uma pesquisa realizada pela UPS Pulse of the Online Shopper, 96% dos brasileiros afirmaram que já haviam usado um marketplace.

Os consumidores podem até não perceber que estão em um marketplace. 

Mas, para quem vende, é importante saber a diferença: o marketplace é apenas um canal de vendas pela internet. 

Enquanto o e-commerce é mais abrangente e envolve todas as operações online de compra e venda, inclusive em outras plataformas.

Diferença entre loja virtual e e-commerce

Outro conceito que costuma se confundir com o e-commerce é a loja virtual. 

Muitas vezes, utilizamos como sinônimos: criar um e-commerce, por exemplo, geralmente significa criar uma loja virtual. Mas existe uma diferença.

Assim como marketplaces, lojas virtuais também são apenas um dos canais de vendas do e-commerce. 

São ambientes virtuais que pertencem a apenas um lojista, que tem a sua própria estrutura de vendas. Geralmente em uma plataforma de e-commerce que oferece a interface de vendas e de gestão do negócio.

Lojas virtuais são a forma mais tradicional de vendas pela internet. 

Mas isso não quer dizer que o e-commerce se resuma a elas. 

Hoje existem outros canais de vendas que fazem parte do comércio eletrônico e que também podem ser usados pelos lojistas para vender mais.

Como funciona o e-commerce?

Para entender como funciona um e-commerce, podemos analisar o comércio eletrônico por duas perspectivas: de quem compra e de quem vende.

Os consumidores geralmente não fazem ideia de tudo que está por trás do site ou aplicativo em eles compram os produtos. 

Para eles, o e-commerce é como um grande shopping em que é possível circular por várias lojas, olhar as vitrines, pesquisar produtos e comparar preços.

Como a compra é à distância, a principal diferença em relação às lojas físicas é que não é possível experimentar os produtos. 

Então, os clientes podem visualizar fotos e vídeos do produto no site, ler as descrições detalhadas e saber as opiniões de outros clientes para embasar sua decisão de compra.

Quando o cliente escolhe uma loja, ele deve selecionar os produtos que deseja comprar, adicionar na sacola ou no carrinho e finalizar a compra no checkout do e-commerce. 

Nesse momento, é preciso preencher os dados pessoais, de endereço e pagamento, para finalizar a compra e, depois do prazo determinado pela loja, receber o produto em mãos.

Para os vendedores, o e-commerce funciona como qualquer negócio, que precisa de planejamento e estrutura, mas que efetua suas vendas pela internet.

Os lojistas podem criar sua própria loja virtual ou aplicativo de vendas, inserir seus produtos em marketplaces ou até usar as redes sociais para vender.

Nessas plataformas, o vendedor deve inserir seus produtos, criar menus e categorias, usar imagens atrativas e criar um layout que ofereça a melhor experiência de compra ao cliente.

Além disso, as ferramentas de vendas também oferecem um ambiente de gestão da loja, que permite organizar as vendas, receber os pedidos e controlar o desempenho do negócio.

A escolha da plataforma é essencial, mas mais importante ainda é estruturar a gestão do negócio.

Áreas de marketing, estoque e logística, são especialmente, as mais determinantes para o sucesso do seu e-commerce.

Quais as vantagens de ter um e-commerce?

Vender pela internet já é um hábito dos consumidores e uma grande oportunidade de negócio para os vendedores. 

É possível vender para mais pessoas, envolver os clientes, reduzir custos, entre outras vantagens que vamos ver a seguir.

Mas isso não quer dizer que seja fácil. Como dissemos, ter um e-commerce traz desafios de gestão como qualquer outro negócio, além de dificuldades específicas das vendas online.

A seguir, vamos entender melhor quais são as vantagens de ter um e-commerce, mas também os desafios que isso traz.

Aumentar as vendas da loja

No e-commerce, você pode vender para pessoas que estão na sua esquina, mas também para quem está do outro lado do mundo. 

Não há fronteiras na internet, então você pode levar seus produtos para mais pessoas e aumentar as vendas da sua loja. 

Como o hábito de comprar pela internet já se popularizou, você tem milhões de clientes para conquistar.

Reduzir custos operacionais

Em relação às lojas físicas, o e-commerce permite reduzir custos operacionais, que são aqueles necessários para manter as operações de uma empresa. 

Com um marketplace ou loja virtual, você não precisa mais gastar com aluguel, energia ou manutenção de um espaço, por exemplo.

 É possível criar uma operação enxuta, com gastos mínimos.

Oferecer uma melhor experiência ao cliente

O cliente do e-commerce pode comprar onde e quando quiser — basta ter um celular na mão e uma conexão com a internet. 

Se você não oferece uma opção de compra online, o consumidor poderá ficar frustrado. 

Por outro lado, se o cliente acessar sua loja virtual, escolher os produtos e conseguir finalizar a compra facilmente, automaticamente você oferecerá uma experiência valiosa ao cliente

Consequentemente, também irá conquistar esse cliente que ficará encantado com sua marca.

Experiência de Compra: como fazer seu cliente nunca esquecer sua marca?

Integrar com estratégias de marketing digital

É mais fácil integrar o marketing digital com o e-commerce do que com o comércio presencial. 

Na internet, basta direcionar o clique do usuário até a sua loja para fazê-lo entrar no seu e-commerce na aba do navegador ao lado. 

Assim, transformar seguidores das redes sociais e assinantes do e-mail marketing em clientes se torna mais simples.

Monitorar os resultados da loja virtual

O e-commerce e o marketing digital têm uma grande vantagem em relação às operações físicas: na internet, é possível mensurar seu desempenho. 

Você pode monitorar os passos dos usuários e saber exatamente quantas pessoas clicaram no link do e-mail ou deixaram produtos no carrinho, por exemplo.

 Assim, as estratégias podem ser ajustadas e aprimoradas.

Desafios de um e-commerce

Mas nem tudo no e-commerce é tão simples…Vender pela internet também traz alguns desafios. 

Dentre os principais desafios, está a gestão de estoque e logística, que exigem um planejamento eficiente para não prejudicar a experiência do cliente nem gerar gastos desnecessários.

Problemas de estoque ou logística afetam a entrega do produto ao cliente , que pode recebê-lo com atraso ou com avarias, por exemplo. 

Além disso, não gerenciar bem essas áreas pode gerar altos custos de armazenamento, com aluguel de espaço e depreciação dos produtos.

Outro desafio comum aos empreendedores da internet é compreender o complexo sistema tributário do Brasil. 

Ao vender pela internet, você precisa pagar tributos à Receita Federal, que se referem principalmente à circulação de mercadorias e serviços (ICMS) e podem variar conforme o estado de destino da venda.

É importante ter um contador ao seu lado para cumprir corretamente as obrigações fiscais e tributárias; se não, elas podem gerar multas e penalidades.

Vale a pena lembrar que a internet é um ambiente novo para muitos empreendedores.

É preciso compreender a internet, seus canais e suas possibilidades para se comunicar melhor com os consumidores e aproveitar todas as oportunidades.

A possibilidade de mensurar o desempenho, por exemplo, é uma vantagem do e-commerce, mas exige conhecimento sobre as métricas e ferramentas de análise de dados. 

Você deve entender os principais indicadores, saber por que as pessoas estão abandonando o carrinho no e-commerce e adotar medidas para evitar isso.

Muitas vezes, é necessário realizar cursos e estudar conteúdos sobre e-commerce e marketing digital para saber onde você está se metendo.

Vale a pena investir nesse conhecimento!

Quais tipos de e-commerce existem?

Existem diversos tipos de e-commerce. Eles podem ser classificados pelo tipo de negócio (B2C, B2B, C2C etc.), pela plataforma de vendas (mobile, social, chat etc.), entre outras classificações. 

A seguir, vamos explicar rapidamente os principais modelos, para que você possa escolher o mais adequado para o seu negócio.

Business to Consumer – B2C

B2C é o modelo de e-commerce com o qual estamos mais acostumados. 

São lojistas que vendem em suas lojas virtuais ou marketplaces diretamente para o consumidor final, sem intermediários. 

Podem ser varejistas ou prestadores de serviços.

Direct to Consumer – D2C

D2C é outra modalidade bastante comum, que consiste na venda direta entre o fabricante e o consumidor final, também sem intermediários. 

O lojista não precisa de varejistas para chegar até o comprador. Em geral, isso traz economia para o vendedor, embora possa diminuir sua capilaridade.

Business to Business – B2B

E-commerce B2B é a modalidade de comércio eletrônico entre empresas. 

Podem ser atacadistas ou fabricantes, que vendem para os varejistas, ou empresas que vendem soluções para outros negócios, como softwares empresariais ou produtos para escritórios.

Business to employee – B2E

O modelo de e-commerce B2E é focado na venda para os colaboradores da empresa.

É uma modalidade mais recente, em que as empresas oferecem produtos e serviços aos seus funcionários, geralmente com condições especiais. 

Podem ser produtos e serviços da própria empresa ou de parceiros.

Consumer to Business – C2B

C2B é um modelo que inverte o mais tradicional: são as pessoas físicas que vendem para as empresas, em vez do contrário. 

Embora seja mais raro, existe um exemplo comum de e-commerce C2B que é a venda de fotos para bancos de imagens.

Consumer to Consumer – C2C

O modelo de e-commerce C2C é comum atualmente. 

Trata-se do comércio eletrônico entre pessoas físicas, o que acontece, por exemplo, na venda de produtos usados em plataformas como Enjoei e OLX.

Consumer to Administration – C2A

O e-commerce C2A se refere à venda de produtos e serviços de pessoas físicas para a administração pública. 

Pode acontecer, por exemplo, na prestação de serviços por professores e médicos. 

Também pode ser chamado de Citizen to Government (C2G), ou seja, do cidadão para o governo.

Business to Administration – B2A

B2A é a venda de empresas para a administração pública. 

No Brasil, geralmente é realizada por meio de licitações ou pregões para a venda de produtos e serviços nas mais diversas áreas, como realização de obras e venda de softwares. 

Também pode ser chamado de Business to Government (B2G), que significa de empresas para governos.

Mobile commerce – M-Commerce

M-commerce é o tipo de comércio eletrônico que acontece por meio de dispositivos móveis.

Os consumidores acessam lojas virtuais e marketplaces por meio do navegador móvel ou podem utilizar apps de vendas dos lojistas. 

Segundo o relatório Webshoppers 44ª edição, o mobile commerce já apresenta um faturamento (53%) maior que o desktop (47%).

Social commerce – S-Commerce

S-commerce é outra tendência importante do e-commerce. 

Refere-se às operações de compra e vendas pelas redes sociais, como Instagram, Facebook e Pinterest.

Essas plataformas já oferecem ferramentas nativas de vendas, o que significa que o usuário não precisa sair da rede social para finalizar a compra, embora esses recursos ainda não estejam disponíveis no Brasil.

Facebook commerce – F-Commerce

O Facebook Commerce é um dos tipos de Social Commerce, já que consiste em comprar e vender pelo Facebook. 

A plataforma já oferece a possibilidade de criar uma loja própria, além de anunciar produtos no próprio Facebook marketplace disponível para pessoas físicas ou empresas.

Chat commerce – C-Commerce

C-commerce consiste no chat commerce, ou seja, no comércio eletrônico realizado por meio de aplicativos de mensagens. 

Ferramentas como WhatsApp, Messenger e Instagram Direct podem ser usadas para vendas e já estão disponibilizando recursos para empresas, como o WhatsApp Pay (meio de pagamento) e o catálogo de produtos no WhatsApp.

Television commerce – T-Commerce

T-commerce é o comércio eletrônico realizado por meio de aparelhos de televisão.

Esse tipo de e-commerce foi possibilitado pelo surgimento das smart TVs, que se conectam à internet e oferecem diversos recursos de interação com o usuário, inclusive aplicativos de vendas e navegadores nativos.

Subscription commerce – Clube de assinaturas

Clubes de assinaturas (subscription commerce) oferecem a possibilidade de comprar e vender produtos por meio de planos, geralmente mensais ou anuais. 

Como assinante, você recebe os pedidos com uma periodicidade definida e pode aproveitar benefícios exclusivos por participar do clube.

Mercado de produtos digitais – Infoprodutos

No e-commerce, você pode vender não apenas produtos físicos, mas também produtos digitais, que eliminam a necessidade de estoque e logística. 

Os infoprodutos — ebooks, webinars, cursos online, mentorias à distância etc. — representam um mercado poderoso de vendas.

Dropshipping

O dropshipping é uma modalidade de e-commerce que também elimina a necessidade de estoque e logística, porque esses serviços são terceirizados para o fabricante. 

O lojista apenas faz a intermediação da venda. 

Ele recebe o pedido do cliente, retém sua comissão na venda e repassa o restante do pagamento ao fabricante, que deve providenciar o envio ao cliente.

Como surgiu o e-commerce?

Comprar e vender pela internet se tornou um hábito que apenas alguns anos atrás era impensável. 

Você se lembra da época em que sequer existia internet? Se você tem idade para isso, deve lembrar que a única opção para comprar um produto era ir até uma loja de rua ou no shopping.

Mas as coisas começaram a mudar quando a web surgiu, em 1989, idealizada e criada por Tim Berners-Lee. 

A internet, criada décadas antes, em 1969, possibilitou a criação de uma grande rede mundial de computadores, que utilizamos até hoje. 

A partir daí, começaram a surgir sites dos mais diversos tipos, inclusive alguns que vendiam produtos pela internet.

Em 1995, surgiram dois sites que marcaram o início do e-commerce no mundo: Amazon e e-Bay. 

A Amazon iniciou suas operações como uma livraria online, com milhares de títulos no catálogo, enquanto o e-Bay conectava pessoas que queriam comprar ou vender bens pela internet. 

Ainda hoje esses sites são gigantes mundiais do e-commerce (acima você vê a primeira logo da Amazon).

No Brasil, o e-commerce não demorou a aparecer. Naquele mesmo ano, foi criado no Brasil o Booknet, considerado a primeira loja virtual do país. 

Mas foi em 1999 que surgiu o primeiro grande site de comércio eletrônico brasileiro: o Submarino, que comprou o Booknet e se tornou um dos gigantes das vendas pela internet.

No início, os consumidores ainda desconfiavam das compras à distância, sem poder experimentar os produtos, em sites que poderiam ser falsos ou roubar seus dados. 

Demorou para que o e-commerce conquistasse a confiança dos consumidores, que passaram a inserir seus dados pessoais e de cartão de crédito nos sites como algo corriqueiro.

Mas, com a mudança de comportamentos e o desenvolvimento das tecnologias, os lojistas aprimoraram seu atendimento, e os consumidores desenvolveram o hábito de comprar pela internet. 

Hoje, comprar no e-commerce já faz parte da rotina das pessoas.

Como criar um e-commerce do zero? 11 passos essenciais!

Agora que você já entende como funciona um e-commerce e quais são as suas principais vantagens, vamos ver como criar a sua loja virtual do zero.

Trouxemos aqui os passos essenciais para isso:

1. Escolha um nicho de mercado

Os maiores e-commerces e marketplaces vendem vários tipos de produtos. 

Com uma estrutura grande e robusta, eles podem atender diversos perfis de público. 

Mas, a não ser que você queira ser um deles, dificilmente você vai conseguir competir por um público tão amplo.

O ideal é focar em um nicho de mercado — como joias artesanais, celulares usados, acessórios para home office, entre outros — e escolher uma ou poucas categorias de produto, que apresentem boas oportunidades de vendas.

2. Conheça o seu público

Saiba para quem você vai vender seus produtos. 

Primeiramente, identifique as dores e necessidades que os seus produtos vão resolver. Isso é importante para identificar boas oportunidades de mercado.

Além disso, analise os comportamentos, costumes, ideais e interesses do seu público para construir o perfil da persona, que vai orientar o seu marketing e a produção de conteúdos.

3. Regularize sua empresa

Outro passo importante para abrir um e-commerce é regularizar sua empresa. 

É possível vender na internet como pessoa física, mas formalizar um negócio transmite mais profissionalismo e permite emitir notas fiscais.

Para isso, você precisa providenciar um cadastro no CNPJ, obter um alvará de funcionamento e definir o enquadramento jurídico e tributário. 

Um contador também pode ajudar você nessa tarefa.

Sabe como abrir uma empresa? Entenda todo o processo burocrático!

4. Conheça a legislação

A internet é democrática, mas não é uma terra sem lei. 

Para vender no e-commerce, você precisa seguir algumas regras dispostas em leis.

A principal legislação que rege o comércio eletrônico é a Lei do E-commerce (Decreto 7962/13), que define a necessidade de informar dados da empresa no site, garantir o atendimento facilitado ao consumidor, entre outras disposições.

Existem ainda outras leis importantes.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) define as obrigações das empresas em relação à segurança dos dados dos clientes. 

E o Código de Defesa do Consumidor (CDC) permite aos consumidores devolverem produtos do e-commerce em até 7 dias depois do recebimento do produto.

5. Registre seu domínio

Para ter o seu espaço na web, é preciso registrar um domínio.

O domínio é o endereço do seu site na internet, que os usuários digitam na barra do navegador para acessá-lo. 

Escolha um domínio que identifique facilmente o seu negócio.

Você pode registrar o domínio diretamente com o Registro.br, que administra todos os domínios do Brasil, ou com empresas de hospedagem de sites. 

As plataformas de e-commerce costumam ajudar os lojistas nessa tarefa.

Passo a passo: saiba como registrar o domínio de uma loja online

6. Escolha a sua plataforma de e-commerce

A escolha da plataforma de e-commerce é determinante para o sucesso do seu negócio.

A plataforma define a experiência de compra que você vai oferecer aos seus clientes no site, mas também oferece o ambiente de gestão da loja virtual, que deve ser simples e eficiente.

É importante que a plataforma de e-commerce atenda às suas necessidades. 

A ferramenta deve oferecer integrações com outros softwares e plugins, possibilidades de layout e templates para facilitar a criação da interface e recursos simples de checkout para o cliente. 

Os recursos básicos devem ser nativos, para que você não precise contratar serviços extras.

Investigue também a reputação do fornecedor.

Saiba se a empresa oferece suporte qualificado e se cumpre a garantia de SLA (Service Level Agreement), que informa o tempo que o site deve ficar no ar, sem ficar com acesso indisponível.

Por mais que você seja uma loja pequena ou média atualmente, pense que o seu negócio pode crescer. 

Então, garanta também que a plataforma tenha escalabilidade, para que você não precise migrar de plataforma à medida que receber mais acessos e vender mais.

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7. Encontre os melhores fornecedores

Encontre bons fornecedores para a sua loja virtual.

Estamos falando de fornecedores de produtos, mas também de serviços como a plataforma de e-commerce, hospedagem de sites, agência de marketing digital, entre outros.

Os fornecedores devem ser parceiros de negócio, que ajudem a melhorar a experiência do cliente e potencializar seus resultados.

8. Tenha uma boa gestão de estoque

A gestão de estoque é um ponto crucial para o e-commerce. 

Você precisa ter um bom planejamento para identificar o nível ideal de armazenamento.

De maneira que não faltem produtos para o consumidor, mas também não gerem excesso de produtos armazenados, que podem se depreciar e gerar custos extras.

Para fazer uma boa gestão de estoque, identifique a demanda e as sazonalidades dos seus produtos. 

Além disso, mantenha o controle com uma ferramenta que seja integrada às suas vendas em todos os canais, para que ela dê baixa no estoque sempre que uma venda acontecer.

9. Ofereça os melhores meios de pagamento

Quanto mais formas de pagamento você oferecer, mais clientes consegue atender.

Cada pessoa tem uma preferência de pagamento — à vista ou a prazo, cartão de crédito ou débito, PIX ou boleto, entre outras diversas opções.

Então, garanta que a sua plataforma de e-commerce ofereça diferentes formas de pagamento e trabalhe com integradores confiáveis, que façam uma intermediação segura entre loja, bancos e operadoras de cartões.

Confira também: Intermediadores de pagamento: 5 dúvidas respondidas sobre o assunto

10. Faça o planejamento de logística e frete

A compra não termina quando o cliente finaliza o pagamento. 

Até receber o produto em mãos, o cliente mantém a expectativa alta!

Então, é preciso planejar a gestão da logística para que a entrega do pedido aconteça da melhor forma, dentro do prazo e sem avarias nos produtos.

Para isso, faça parcerias com transportadoras confiáveis, que tenham uma frota atualizada e trabalhem com tecnologias de rastreamento.

Escolha também parceiros que ofereçam bons prazos de entrega e preços de frete, já que isso é determinante para a compra no e-commerce.

Tipos de Frete: Escolha o mais Indicado para sua Loja Virtual

11. Cuide do atendimento ao cliente

Se as compras do e-commerce são feitas à distância, o atendimento ao cliente ganha mais importância. 

Os consumidores querem se sentir bem informados e atendidos para criar confiança na loja. 

Então, é preciso atender os clientes com atenção e agilidade, a fim de resolver os problemas de forma efetiva.

Isso vale para antes, durante e depois de uma compra. 

Mas é no pós-compra que surgem situações mais delicadas, como o atraso na entrega, um produto que chegou com defeito ou simplesmente um pedido de troca ou devolução.

Nesses casos, os clientes precisam de uma atenção especial para manter a boa impressão que tiveram ao longo do processo de compra.

Estratégias de marketing para e-commerce

O marketing é aliado para fazer seu negócio online crescer. 

Veja agora quais são as principais estratégias de e-commerce que você pode aplicar para atrair mais clientes e vender mais.

Invista no Inbound Marketing

O Inbound Marketing é uma das principais estratégias do marketing digital. 

O propósito dessa estratégia é atrair os consumidores e nutrir o relacionamento com eles por meio de conteúdos relevantes, em vez de ir atrás deles com anúncios inoportunos.

Para isso, o Inbound Marketing trabalha com o conceito de funil, que acompanha os clientes na sua jornada de compra. 

Vamos entender melhor esses conceitos.

Crie um funil de vendas

O funil de vendas começa no topo, em que várias pessoas são atraídas para visitar o seu site. 

No meio do funil, os visitantes se transformam em leads e passam a receber conteúdos da empresa para amadurecer sua decisão de compra. 

Já no fundo do funil, os leads recebem conteúdos mais direcionados para venda, para enfim tomar a decisão de compra.

Ao longo desse processo, a empresa deve lançar mão de estratégias que acompanhem os leads e ajudem a aprofundar seu conhecimento e o relacionamento com a marca.

Então, para criar um funil de vendas, você deve definir as melhores estratégias para cada etapa, que se comuniquem com o consumidor e resolvam suas dúvidas no processo de compra.

Mapeie a jornada do seu cliente

O funil de vendas tem a função de acompanhar os leads ao longo da sua jornada de compra, que se refere aos caminhos que os consumidores tomam até chegar a uma compra.

No cenário atual, esses caminhos são cada vez mais imprevisíveis e tortuosos, passando por diversos canais, online e offline. 

Então, você também deve mapear a jornada do cliente para entender quais são esses canais e quais são as melhores formas de se conectar com ele.

Utilize o Google Ads e Facebook Ads

Utilizar o Inbound Marketing não significa que você deva ignorar outras abordagens. 

O Google Ads e o Facebook Ads são as principais plataformas de anúncios online, que seguem a linha do Outbound Marketing: a publicidade vai atrás do consumidor para despertar seu interesse.

Tanto o Google Ads quanto o Facebook Ads oferecem diversos recursos de segmentação do público, mensuração das campanhas e criação de anúncios atrativos e eficientes.

Você pode anunciar em links patrocinados, mídia display, social ads, entre outros formatos.

Como promover campanhas de alto desempenho utilizando o Facebook Ads? Confira o passo a passo!

Aposte no marketing de conteúdo

O marketing de conteúdo é uma das estratégias mais usadas atualmente. 

Se as empresas não querem ser inoportunas para os consumidores, nada melhor que oferecer conteúdos úteis e relevantes que ajudam a resolver dúvidas e problemas da sua vida.

No e-commerce, você pode criar um blog para publicar esse tipo de conteúdo e ajudar o seu consumidor com dicas e explicações sobre sua área de atuação.

 Publicações do blog, otimizadas com SEO, ainda têm grandes chances de conquistar os primeiros lugares do Google.

Venda mais com o e-mail marketing

O e-mail marketing é uma das estratégias mais eficientes para gerar conversões no e-commerce. 

Você pode enviar mensagens com conteúdos de nutrição dos leads, mas também ofertas e mensagens promocionais, que visam a venda.

O importante é que os envios sejam segmentados e personalizados para cada destinatário, a fim de atender aos seus interesses e ao seu momento na jornada de compra.

Faça parcerias de co-marketing

Parcerias de co-marketing consistem na união de dois ou mais parceiros para criar conteúdos, materiais ou ofertas em conjunto. 

No e-commerce, pode ser a produção de um webinar ou o oferecimento de um brinde de um parceiro, por exemplo.

A intenção é agregar valor para os seus clientes, além de atrair os consumidores do seu parceiro para a sua loja. 

Em termos de SEO, é também uma oportunidade de conquistar links para o seu site.

Use estratégias de personalização

Por meio do histórico de navegação, de interações e outros dados dos clientes, é possível personalizar a experiência no e-commerce. 

Você pode criar vitrines personalizadas, apenas com produtos que cada cliente tem mais chances de comprar. 

Para isso, é importante contar com ferramentas de personalização, que algumas plataformas de e-commerce oferecem.

Faça cross-selling e upselling

Cross-selling é a estratégia de oferecer itens complementares ao produto que a pessoa escolheu, como uma capinha para quem comprou um celular. 

Já o upselling significa oferecer produtos de maior valor, como uma televisão mais recente.

Essas estratégias ajudam a aumentar o ticket médio da loja, além de oferecer sugestões relevantes de produtos para o seu consumidor.

Invista em remarketing

A intenção do remarketing é recuperar o interesse daquele consumidor que visitou uma página específica do site ou deixou um produto no carrinho. 

Então, anúncios ou e-mails aparecem para ele lembrando-o de voltar para finalizar a compra.

O Google Ads e o Facebook Ads permitem configurar esse tipo de publicidade, que costumam dar um alto retorno para as lojas virtuais.

Destaque as avaliações dos seus clientes

As avaliações de clientes influenciam decisivamente nas escolhas dos consumidores.

Elas são mais uma informação que eles usam para confiar no que estão comprando. 

Mas com um diferencial: aqui quem está falando são clientes reais, que já tiveram uma experiência com a loja e servem como prova social.

Ao final de uma compra, o e-commerce pode solicitar aos clientes que deixem suas impressões sobre a loja e os produtos. 

Então, os reviews geralmente aparecem nas páginas de produto para trazer mais informações ao comprador.

Melhores técnicas de SEO para e-commerce

Você quer que mais pessoas cheguem até a sua loja virtual, não é? Melhor ainda se elas chegarem sem que você precise pagar por isso, certo? 

E se elas vierem até o seu site exatamente no momento em que estão precisando de uma solução, seria ótimo, não é?

O SEO para e-commerce cumpre todas essas funções. 

Com algumas técnicas que vamos explicar agora, você consegue aumentar as chances de aparecer nos primeiros resultados da busca orgânica do Google e, assim, ganhar visibilidade e atrair potenciais clientes. 

Veja agora algumas dicas para isso!

Pesquise as suas melhores palavras-chave

Comece um trabalho de SEO pesquisando quais são as suas palavras-chave mais relevantes. 

Elas devem representar aquilo que os usuários querem encontrar no seu e-commerce, ou seja, a sua intenção de busca.

Esses termos, então, devem aparecer nas suas páginas, em lugares estratégicos, para que o Google indexe as páginas e exiba para quem fizer buscas por elas.

Atenção ao título e à meta descrição da página

O título e a meta descrição são fatores da página que devem incluir as suas palavras-chave.

 O título é um dos principais elementos que o Google avalia, já que revela o tema principal daquela página. 

A meta descrição, por sua vez, traz uma explicação breve sobre o conteúdo.

Esses dois elementos aparecem nos resultados da busca e devem ser persuasivos para atrair o clique do usuário.

Organize suas heading tags

Heading tags são marcações do código que servem para organizar os conteúdos da página. A tag H1 é a mais importante; em seguida, a H2, depois a H3 e assim por diante.

Em uma página de produto, é provável que a H1 marque o nome do produto, enquanto a H2 marca seções como as Especificações técnicas, Opiniões de clientes, entre outras. 

Com essa organização, tanto o Google quanto o usuário entendem melhor as suas páginas e hierarquias.

Tenha URLs amigáveis

Quando você acessa uma URL cheia de números e códigos, não entende sobre o que aquela página trata. 

Já uma URL descritiva antecipa para o usuário o que ele vai encontrar lá.

Então, procure usar URLs amigáveis, que sejam compreensíveis e tragam as palavras-chave. 

Por exemplo: www.loja.com/calcados/tenis. Assim, o conteúdo da página e a sua posição nas categorias do site ficam mais claros.

Use boas imagens e otimize

As imagens também ajudam o Google a entender as suas páginas, e elas ainda podem ganhar espaço no Google Imagens para atrair mais visitantes. 

Para isso, você deve otimizar o nome do arquivo, a legenda e o texto alternativo, que é também um recurso de acessibilidade para leitores de tela.

Além disso, capriche na escolha das imagens do produto, que são determinantes para a escolha do cliente. 

Use fotos de qualidade, com boa iluminação, de vários ângulos e com o produto em uso.

Capriche na descrição dos produtos

Lembre-se de que o consumidor está comprando um produto à distância. 

As pessoas precisam de informações detalhadas para saber exatamente o que estão comprando. 

Então, ofereça uma descrição completa do produto, com toques de criatividade e persuasão para tornar o texto mais atrativo.

Além disso, explore as palavras-chave na descrição dos produtos. 

Elas vão ajudar a atrair mais interessados para as suas páginas.

Marque os produtos com dados estruturados

Dados estruturados são marcações no código que também ajudam a organizar as suas páginas para a indexação correta pelo robô do Google. 

Mas eles também são importantes para conquistar mais visibilidade nos resultados da busca orgânica.

O Google oferece orientações para dados estruturados de produtos no e-commerce, para que os resultados exibam dados de preço, estoque e avaliações de clientes.

Métricas essenciais para o seu e-commerce

Ok, você já tem um e-commerce, já colocou seus produtos para vender, já está recebendo visitas e fazendo vendas. 

Agora, é importante ficar de olho nas métricas para saber como está seu desempenho.

Veja agora quais são as principais métricas de e-commerce que indicamos acompanhar:

Retorno sobre Investimento (ROI)

O ROI mede o retorno sobre o investimento, ou seja, quanto dinheiro retorna para cada real investido nas estratégias do e-commerce.

Essa métrica é importante para saber se você está tendo resultados efetivos e quais estratégias estão dando mais retorno financeiro.

Ticket médio

O ticket médio revela o valor médio que cada cliente gasta na sua loja virtual. 

Para saber isso, basta dividir o faturamento pelo número de clientes em determinado período. Essa métrica ajuda a dar previsibilidade para os ganhos da sua empresa.

Taxa de abandono no carrinho

A taxa de abandono de carrinho calcula, entre os visitantes do site, qual o percentual de clientes que estão deixando produtos sem finalizar a compra.

É importante investigar os motivos para isso e resgatar esses clientes para que voltem e finalizem a compra.

De acordo com um estudo da Baymard, custos extras (frete e taxas) são o principal motivo para o abandono.

Custo de aquisição do cliente (CAC)

Você sabe quanto precisa gastar para conquistar um cliente para a sua loja virtual?

O cálculo do CAC revela isso, ao dividir o total de custos com marketing e vendas pelo número de novos clientes em determinado período. 

É mais um indicador financeiro para saber se as suas estratégias estão valendo a pena.

Taxa de conversão

A taxa de conversão é o resultado da divisão do número de clientes pelo número de visitantes em determinado período. 

Com essa métrica, você consegue saber se o e-commerce está conseguindo ser eficiente em converter visitantes em clientes.

Maiores e-commerces do Brasil

Os maiores e-commerces do Brasil já fazem parte das rotinas de consumo dos brasileiros. 

São marcas bastante conhecidas, que já nasceram no universo digital ou eram gigantes do varejo físico e levaram suas marcas para o comércio eletrônico.

O que os maiores vendedores do e-commerce brasileiro têm em comum é a operação como marketplace. 

Alguns vendem também produtos próprios, mas todos oferecem espaço e visibilidade para que outros lojistas insiram produtos na sua plataforma.

A seguir, conheça um pouco mais sobre os principais sites de e-commerce do Brasil:

Mercado Livre

O Mercado Livre nasceu na Argentina, em 1999, mas logo no primeiro ano de operação já começou a vender no Brasil. Hoje é o maior marketplace da América Latina, com operações em 18 países.

O Mercado Livre começou como um site de compra e venda de usados, mas atualmente a maior parte dos produtos vendidos são novos.

Como vender mais no Mercado Livre? Confira nossas 10 boas práticas!

Americanas

A Americanas é outra gigante do e-commerce brasileiro.

Embora a Lojas Americanas seja uma velha conhecida do varejo físico, criada em 1929, a Americanas.com foi criada bem depois, em 1999, como uma operação online independente.

Atualmente, a Lojas Americanas e a B2W Digital (que controla Americanas, Submarino e Shoptime) compõem a Americanas S.A., uma das líderes em comércio eletrônico na América Latina.

*Video Como Vender Na B2W: Americanas, Shoptime e Submarino – Escola Responde

Amazon Brasil

A Amazon, pioneira no comércio eletrônico, foi criada pelo empresário Jeff Bezos em 1995.

Chegou ao Brasil em 2012, apenas com a venda de livros digitais, mas expandiu sua atuação no país com vendedores locais, no modelo de marketplace, em 2017.

Desde 2019, a Amazon Brasil oferece diversas categorias de produtos no seu e-commerce. 

Esses produtos são vendidos e entregues pela empresa, por meio do investimento em logística e centros de distribuição próprios em diversos pontos do país.

Magazine Luiza

A Magazine Luiza também é uma marca de varejo já bastante conhecida dos brasileiros, fundada em 1957, em Franca (SP). 

Nos últimos anos, investiu fortemente na digitalização do negócio e se destacou em suas estratégias de marketing digital, especialmente com a criação da personagem Lu do Magalu.

Atualmente opera ainda com lojas físicas e com a sua loja online, que também oferece espaço para vendedores parceiros no marketplace.

Vale a pena vender no Magazine Luiza? Confira como funciona!

Casas Bahia

A Casas Bahia surgiu em 1952, em São Caetano do Sul (SP). 

Ela é uma popular rede de varejo, presente em todas as regiões do país, que passou a operar no e-commerce em 2009 e também como marketplace em 2015.

A marca Bahia faz parte de outro conglomerado gigante do e-commerce brasileiro: a Via S.A. (antiga Via Varejo), fundada em 2010, que reúne também o Ponto (antigo Ponto Frio) e o Extra.com.br.

Entenda como anunciar nas Casas Bahia com as nossas dicas!

Shopee

A Shopee é uma marca recente no Brasil. 

A empresa foi fundada em Singapura, em 2015, e a partir daí expandiu suas operações pelo mundo. Em 2019, começou a vender no Brasil, o primeiro país fora da Ásia a receber seus serviços.

O marketplace da Shopee chegou ao Brasil com um marketing agressivo, com preços competitivos e cupons de frete grátis para os consumidores, além de comissões vantajosas para os lojistas parceiros.

comece do zero na Shopee

Melhores plataformas de e-commerce do mercado

Existem inúmeras plataformas de e-commerce, nacionais e estrangeiras, com diferentes opções de planos de assinatura para diversas necessidades e bolsos. 

A seguir, vamos apresentar cinco opções confiáveis e eficientes para o seu negócio:

Tray

A Tray, com mais de 17 anos de mercado, é uma das plataformas de e-commerce mais usadas no Brasil. 

Oferece integrações para operações omnichannel e vendas em marketplaces, diversas opções para customizar o layout da loja virtual e suporte técnico desde a implementação.

Os planos da Tray atendem todo tipo de negócio, de diversos portes e segmentos. 

Os preços partem de R$ 49 ao mês, no plano básico que cobre até 100 produtos na loja e 10 mil visitas mensais.

Dooca

A Dooca Commerce é outra opção de plataforma de e-commerce, focada em pequenos e médios lojistas. 

A plataforma é otimizada para marketing e SEO e integrada a diversos serviços de marketing digital.

A proposta da ferramenta é simplificar a criação e a gestão das lojas virtuais, com valores acessíveis de assinatura. 

O plano mais básico custa R$ 49 por mês, para até 100 produtos cadastrados e 10 mil acessos.

Bagy

O Bagy é um aplicativo super simples para criação e gestão de lojas virtuais.

Você pode fazer tudo pelo celular e criar o seu e-commerce em apenas alguns minutos.

É possível também integrar com vendas em redes sociais e marketplaces, como Mercado Livre e Shopee.

A plataforma é focada na simplicidade, para que pequenos lojistas possam começar a vender pela internet. 

No plano anual, o app do Bagy custa R$ 29,90 por mês, com 30 dias de garantia incondicional.

VTEX

A VTEX é uma plataforma de e-commerce bastante robusta, que oferece soluções em cloud commerce. 

Criada em 1999, é uma multinacional brasileira que atende marcas globais como Sony, Walmart, Coca-Cola e Nestlé.

Os preços dos planos da VTEX devem ser consultados com a equipe da empresa, mas são focados em grandes empresas, com tickets mais altos.

Shopify

Shopify é uma plataforma de e-commerce bastante utilizada mundialmente — atende mais de 1,7 milhão de empresas em 175 países. 

A ferramenta oferece várias opções de templates para diferentes tipos de negócio e inúmeras integrações com outros aplicativos.

Para criar uma loja virtual no Shopify, os planos partem de US$ 29 ao mês (os valores são em dólares).

Os pilares da experiência do usuário (UX) no e-commerce

Para oferecer uma boa experiência de compra ao cliente, um site de e-commerce deve cumprir alguns requisitos.

A seguir, apresentamos as principais características de UX que a sua loja deve ter.

Velocidade de carregamento

A velocidade de carregamento das páginas é essencial em qualquer site. 

Para o Google, páginas que carregam rapidamente ganham prioridade nos resultados da busca. 

Quando se fala em e-commerce, isso se torna ainda mais importante, já que apenas alguns segundos de demora podem fazer o consumidor desistir da compra.

Confira também: Entenda a importância de ter um site responsivo

Experiência mobile

Uma loja virtual deve funcionar bem no navegador dos smartphones.

É por meio dos dispositivos móveis que a maioria das pessoas deve acessar o seu site.

Afinal, o IBGE já constatou que o celular é o principal meio de acesso à internet no Brasil

Para otimizar a experiência mobile, a maioria dos sites usa o design responsivo, que se adapta a qualquer tela.

Segurança dos dados

Os consumidores precisam se sentir seguros para fazer compras pela internet. 

Eles precisam sentir confiança na sua loja e nos produtos que você vende. 

Por isso, é importante dar sinais de segurança para eles, como o uso de um certificado de segurança e do protocolo HTTPS. 

Além disso, a segurança dos dados dos usuários é uma obrigação definida pela LGPD.

O que é LGPD e como se adequar – Guia Completo sobre Lei Geral de Proteção de Dados

Design da interface

A experiência do usuário também está diretamente relacionada com o design da interface com o site. 

A navegação deve ser simples e intuitiva, com elementos bem organizados na tela e uma boa arquitetura de menus e categorias. 

Dessa forma, o usuário se sente orientado para encontrar e realizar o que deseja.

Conteúdo útil e relevante

Conteúdos também são pilares do user experience. 

Os usuários acessam sites em busca de informações — é isso que eles querem encontrar. 

Então, você deve oferecer conteúdos úteis e relevantes para o público. 

Em um e-commerce, isso vale para principalmente para os posts do blog e as descrições de produtos.

Como vender mais com as redes sociais

Redes sociais são canais valiosos para o marketing digital do seu e-commerce. 

No Instagram, Facebook, LinkedIn, Pinterest, TikTok e outras plataformas.

Você pode interagir com os seguidores, estimular o desejo de compra com conteúdos relevantes e conduzi-los até a sua loja para comprar.

Transformar seguidores em clientes é um desafio, mas as dicas a seguir vão ajudar nessa tarefa. Confira:

Interaja com os seguidores

Redes sociais foram feitas para interagir. Então, não deixe os seus seguidores falando sozinhos. 

Responda comentários e mensagens, comente também em publicações que mencionem a sua marca (sem ser invasivo) e crie publicações interativas.

Dessa forma, eles se sentem mais engajados com a sua loja, e isso aumenta a visibilidade dos seus conteúdos para os seguidores.

Use as ferramentas de social commerce

Social commerce é uma das principais tendências do comércio eletrônico. 

De acordo com o eMarketer, o social commerce já foi responsável por mais de 11% das vendas totais do e-commerce na China em 2020. 

Esses números só tendem a aumentar por lá e chegar aqui no Brasil.

Essa tendência se refere ao uso de ferramentas para vendas nas redes sociais.

Não só os conteúdos das marcas e a interatividade com os usuários, mas também recursos para finalizar compras dentro das plataformas.

Embora ainda não estejam disponíveis no Brasil, Instagram e Facebook já oferecem ferramentas de pagamento nativas, que permitem finalizar a compra sem sair do app.

Enquanto elas não chegam ao Brasil, você pode explorar a Loja do Instagram e do Facebook, que permite criar vitrines de produtos e criar links para finalizar a compra no seu e-commerce.

Material exclusivo: Pack Social Commerce – Tudo Sobre E-commerce e Redes Sociais

Incentive a produção de conteúdo pelos clientes

As publicações dos clientes sobre a sua marca têm nome: é o conteúdo gerado pelo usuário (User Generated Content ou UGC). 

Você pode estimular a produção desses conteúdos, com reposts no seu perfil, destaques nos stories do Instagram ou até incentivos como brindes e cupons de desconto.

Esse tipo de conteúdo tem força como prova social, já que outros clientes podem ver as publicações e se sentir influenciados a curtir a marca.

 Assim, os próprios clientes promovem a sua marca e se tornam microinfluenciadores.

Escolha os melhores influenciadores para a sua marca

Parcerias com influenciadores digitais têm poder no marketing. 

Você não precisa pensar nos grandes influenciadores que ganharam a mídia — para caber no orçamento, escolha influencers do seu nicho, que têm admiração e credibilidade junto ao seu público. 

Eles podem ter menos seguidores, mas têm mais afinidade e proximidade com as pessoas.

Além disso, para escolher as parcerias certas, pense também no alinhamento com os valores da sua marca. 

Lembre-se de que a sua imagem vai ser associada a eles, então você precisa de influenciadores confiáveis ao seu lado.

Principais tendências do e-commerce para 2022

Vamos falar agora sobre o futuro: quais são as principais tendências no cenário do e-commerce para os próximos meses? 

A maioria das estratégias que vamos mostrar já estão no mercado, e você precisa conhecê-las para entrar nas tendências. Veja agora quais são elas:

Omnichannel

O omnichannel se refere à integração entre as operações de vendas de uma loja. 

Afinal, você pode vender em lojas virtuais, marketplaces, aplicativos, lojas físicas e outros canais, mas o cliente deve ter uma experiência integrada e consistente entre eles.

Então, o omnichannel se preocupa em mudar a mentalidade de competição para a colaboração entre canais.

Além de utilizar ferramentas que possibilitem essa integração completa, especialmente de estoque e logística.

Voice commerce

O uso de voz para fazer compras no e-commerce é uma tendência em crescimento. 

Com o uso cada vez mais comum de assistentes virtuais, os clientes já podem adquirir produtos apenas com comandos de voz para a Alexa, a Siri, o Google Home, entre outros assistentes.

No Brasil, esses aparelhos estão se tornando mais populares, apesar de ainda serem altos.

Mas é importante ficar de olho para adaptar o seu e-commerce para o Voice commerce.

Live commerce

Live commerce se refere ao uso de transmissões ao vivo que reúnem entretenimento e vendas no e-commerce. 

Na Black Friday dos últimos anos, essa estratégia foi muito usada por grandes lojistas no Brasil, a fim de estimular compras em tempo real durante o dia.

Na China, em 2020, estima-se que o live commerce movimentou US$ 200 bilhões em 2020, segundo o Uol Economia

Como as tendências da China têm chegado aqui, espera-se também que esses números aumentem ainda mais no Brasil.

Live commerce: como estruturar a sua Live Shop para vender ao vivo?

Meios de pagamento digitais

Meios de pagamento digitais estão se tornando mais comuns. 

Mas não apenas nas compras virtuais — nas lojas físicas, cada vez mais consumidores utilizam o seu celular para finalizar uma compra. 

O uso do PIX, criado em 2020, é um exemplo cada vez mais corriqueiro.

Portanto, é importante ficar de olho nessa tendência para oferecer cada vez mais opções de pagamento na sua loja, alinhadas aos novos hábitos de compra dos consumidores.

Sustentabilidade e responsabilidade social no e-commerce

ESG é a sigla para a governança ambiental, social e corporativa das empresas. 

Refere-se às práticas de sustentabilidade e responsabilidade social das empresas, não como discursos vazios, mas como parte da essência dos negócios.

Essas práticas devem entrar cada vez mais na atuação das lojas virtuais, que não devem se eximir dos impactos que geram para o planeta. 

Você já pensou em como pode reduzir os danos que causa ao meio ambiente? 

Como pode impactar positivamente o meio social em que a sua loja está inserida? Essas questões agora devem fazer parte do seu planejamento.

Sustentabilidade para o e-commerce: saiba mais sobre o assunto!

Atendimento automatizado de qualidade

Chatbots já são usados há alguns anos no e-commerce. 

Eles ajudam a ajudar a equipe de atendimento a ter mais produtividade, além de qualificar o suporte ao cliente. 

Porém, as interações automatizadas ainda carecem de qualidade.

Por isso, uma tendência do e-commerce é qualificar essas interações com inteligência artificial para atender melhor os clientes, de maneira que eles não se sintam ignorados pelos lojistas e tenham as suas necessidades resolvidas com eficiência.

Uso de realidade aumentada

Novos recursos surgem a todo momento para qualificar a experiência de compra no e-commerce. 

O uso de realidade aumentada já é uma promessa de alguns anos, mas ainda tende a se fortalecer com o desenvolvimento das tecnologias e do tão falado metaverso.

Por meio da realidade aumentada, pode ser possível experimentar um produto mesmo à distância, além de interagir com ambientes e pessoas virtualmente.

Ainda parece algo distante, mas está cada vez mais próximo.

Uso de Inteligência artificial e Big Data

O desenvolvimento de inteligência artificial e big data devem fortalecer as estratégias de automação no e-commerce nos próximos anos.

Hoje já é possível criar recomendações de produtos e desenvolver chatbots mais inteligentes, além de conhecer os clientes profundamente, mas as possibilidades ainda podem surpreender no futuro.

Comece seu e-commerce agora mesmo

Chegamos ao fim do nosso guia completo sobre e-commerce.

Agora que você já sabe tudo sobre o funcionamento de um o comércio eletrônico fica mais fácil começar o seu!

Então, chegou a hora de planejar o seu negócio, com todas as dicas que demos neste artigo. 

Gerenciar um negócio online não é tão simples, mas, com a ajuda das ferramentas e plataformas certas, os resultados vão chegar.

E para te guiar a começar sua loja virtual do zero, confira esse material completo e exclusivo sobre o assunto.

como começar uma loja virtual do zero!

E não se esqueça de continuar acompanhando as nossas publicações para ficar sempre em dia sobre os conceitos e as novidades do universo do e-commerce.

Rated 0 out of 5
30 de janeiro de 2022

Ótimo conteúdo. Aprendi mt e orende vc a querer saber mais. Mt bom msm, vcs estão de parabéns.

Dayane Cristina
Rated 0 out of 5
27 de janeiro de 2022

Excelente material de informação. Confesso que estava desacreditado que poderia ter um material tão completo sobre o assunto. Fiz uma leitura dinâmica (kkkk) vou ler com mais calma durante a semana

André EEC
Rated 5 out of 5
17 de dezembro de 2021

Conteúdo fantástico! A gente encontra muito material na internet que no fim das contas não ajuda muito e é só isca para vender um infoproduto. Não que isso seja ruim, mas como vou saber se o inforproduto é realmente bom? Aqui tem muita informação de qualidade que, certamente tem gente cobrando pelas mesmas, mas aqui é grátis. Parabéns pela inciativa. Estou pensando em iniciar no e-commerce, mas estou totalmente perdido por onde começar e o pior com baixíssimo investimento. Esse conteúdo começou a jogar uma luz no meu caminho.

Claudio

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