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Marketplace: como a Casa das Capotas e a Padbox conquistaram esses canais

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Quando um recém-chegado ao comércio eletrônico se depara com os números do marketplace os olhos brilham, literalmente. De fato, esse canal possui uma expressividade incrível, mas para não mirar nas estrelas e acabar com a cara no chão é preciso conhecê-lo muito bem e aprender com quem sabe.

O Michel Carra, da Casa das Capotas, e o Alex Moro, da Padbox, contaram para a gente a trajetória deles dentro dos marketplaces e deram dicas valiosas para quem atua nesses canais.

Mas antes, um pouco de contextualização…

Olhar vitrines – um prazer que muitas pessoas fazem questão de cultivar, afinal, observar produtos e construir com eles uma relação de desejo é parte fundamental do processo de compra. Porém, ir a um shopping ou centro comercial demanda deslocamento e adequação ao horário de funcionamento, o que muitas vezes já não cabe na rotina da maioria da população.

O que não necessita de locomoção ou atenção quanto ao horário de funcionamento é observar um outro tipo de vitrine, aquela que está à distância de um clique ou, no comportamento mais recorrente, à distância de um toque.

Os Marketplaces são verdadeiros shoppings online capazes de ofertar os mais variados tipos de produtos em um único lugar. Basta digitar no campo de busca o item desejado e voilà – dezenas, centenas e até milhares de opções daquilo que você procura aparecem na tela, com descrições completas e preços extremamente competitivos.

A tríade formada por facilidade, possibilidades e preço fez do marketplace um canal de compra atrativo aos mais diferentes perfis de consumidores, e não à toa vem apresentado um crescimento expressivo nos últimos anos.

 O Marketplace em 2018

Segundo dados do 38° Webshoppers, que comparou o 1° semestre de 2017 / 2018, as vendas em marketplaces passaram a representar um share de 65,4% do comércio digital. O aumento da participação nos canais B2C e C2C, tanto para produtos novos quanto para usados, é apontado como principal fator desse crescimento.

Na base de dados da plataforma de e-commerce Tray, que possui integração com os principais players desse meio, as vendas nos marketplaces seguiram a tendência do mercado e apresentaram alta no mesmo período.

No primeiro semestre de 2018, a quantidade de pedidos realizados nos marketplaces com gestão via plataforma Tray cresceu 33%. Só no Mercado Livre, a média de pedidos/mês teve um aumento de 90 mil.

O faturamento também cresceu e girou na casa dos 34% no comparativo com mesmo período do ano anterior.

Quem vende por lá: Casa das Capotas e Padbox

Quem sentiu o crescimento das vendas em Marketplace de forma expressiva foi o Michel Carra, proprietário da Casa das Capotas, especializada em itens automotivos, e cliente Tray.

Sua primeira venda em marketplace aconteceu em 2005, no Mercado Livre. Como ele já atuava na loja física, resolveu fazer um teste para conhecer o segmento que começava a despontar e descobrir se dava lucro, ou não.

A tentativa deu certo e ele passou a mirar nesse canal de venda, mas como em todo começo, ele também enfrentou algumas dificuldades. A operação era trabalhosa e feita manualmente, tornando tudo mais moroso.

Mesmo assim, o Michel acreditou que o negócio do marketplace dava jogo – e deu!

Em 2008, ele abriu o e-commerce da Casa das Capotas e o sucesso foi tão grande que pouco tempo depois ele fechou a operação física e focou só no online.

Hoje, ele diversifica suas vendas entre a loja virtual própria e os marketplaces Mercado Livre, B2W e Magazine Luiza. Nos três canais, os itens de maior giro são os acessórios para pick-ups.

O perfil daqueles que atuam nos marketplaces é bem plural, características que faz desse mercado um espaço bastante convidativo para os clientes, levando muitos empreendedores a focarem quase que 100% suas forças de venda nesses canais.

É o caso do Alex Moro, da Padbox, uma das lojas de departamentos de maior sucesso nos marketplaces. Suas vendas são realizadas quase que exclusivamente via marketplace e sua loja atua como uma “certidão de nascimento”, comprovando sua idoneidade na web.

Alex era vendedor de rua e em 2008, por acaso, descobriu o Mercado Livre. Como teste, colocou alguns produtos para vender na plataforma e o sucesso foi tão grande que ele ficou viciado em marketplace (palavras do próprio Alex).

De lá para cá, além do Mercado Livre, ele passou a vender seus produtos na Amazon, B2W, Buscapé, Cnova, Magazine Luiza, Madeira Madeira e Walmart.

Hoje, 95% do seu faturamento provém desses canais e seus campeões de vendas são os massageadores corporais e as mini chapinhas.

Falando assim, parece que o Alex nunca teve nenhuma dificuldade para vender nos marketplaces – mas teve, sim.

Administrar a demanda de todos os marketplaces foi seu principal problema. “Quanto mais marketplaces eu entrava, mais mão de obra eu precisa ter”, lembra.

Foi através da plataforma de e-commerce da Tray, que possui integração com os maiores players do mercado, que as vendas da Padbox deslancharam. Com apenas um colaborador cuidando dos processos, o Alex conseguiu faturar mais de R$100 mil/mês.

Como vender mais em Marketplace?

De fato, os marketplaces são vitrines excelentes para expor os produtos da sua loja virtual, e garantem um retorno financeiro interessante para o seu negócio. Mas é preciso conhecer bem esse canal de venda para não cometer equívocos.

Por isso, anota aí as dicas do Michel e do Alex. Afinal, eles sabem o que estão falando.

✔ Dica do Michel:

1° Não copie anúncios. Engaje o cliente com um material único, com fotos e conteúdo produzidos por você. Dessa forma você expõe o melhor do seu produto.

2° Aposte no preço competitivo. Em um marketplace, o seu produto e mais milhares de itens similares disputam a atenção do consumidor. Oferecer preço bom e frete é uma boa aposta para sair na frente.

✔ Dica do Alex:

1° Invista em Kits. Para se destacar na vitrine dos marketplaces, combine produtos semelhantes para atrair a atenção dos clientes. Aposte em nomes divertidos e numa boa estética visual para conseguir esse resultado.

2° Atenção na precificação. Saber quais são os custos do seu negócio e qual a melhor forma de geri-los é fundamental para não ter surpresas desagradáveis e, eventualmente, acabar quebrando.

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