Entenda quais são os impactos da Lei LGPD no seu e-commerce

As empresas, principalmente com atuação na internet, como um e-commerce, cada vez mais coletam dados para personalizar a experiência dos usuários nos […]

As empresas, principalmente com atuação na internet, como um e-commerce, cada vez mais coletam dados para personalizar a experiência dos usuários nos sites e converter em mais vendas. Entretanto, foi criada a LGPD para conter o uso indevido desses dados.

Nesse sentido, essa lei representa um obstáculo que deverá ser superado, pois as medidas para angariar e processar as informações mudarão totalmente a estrutura da loja. Isso porque serão os próprios consumidores que deterão o poder sobre o que fornecem em formulários, podendo até impactar em outros setores do comércio eletrônico, como o de marketing digital.

Essa regulamentação entraria em vigor ainda em 2020, mas foi adiada para 2021. Entretanto, quem não deseja sofrer com as penalidades do seu não cumprimento deve adaptar-se o mais rápido possível. Sabendo disso, preparamos este artigo para orientar você da melhor forma. Confira!

O que é a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/18) foi decretada em agosto de 2018 pelo ex presidente Michel Temer e entrará em vigor em agosto de 2021, um ano depois do prazo original. As regras são baseadas no Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), adotado pelo Parlamento Europeu em 2018, e regulamentam o processo de tratamento e compartilhamento de dados pessoais no Brasil.

A LGPD impõe padrões mais rígidos e elevados para proteger as informações dos leads e clientes, que devem saber quando elas são recolhidas e para quê. Isso porque as empresas vêm usando cada vez mais esses dados de maneira indiscriminada, muitas vezes, sem nem informar o apuramento deles.

Quais são as particularidades da LGPD no e-commerce?

A Lei Geral de Proteção de Dados incorpora muitas mudanças no comércio eletrônico. Nos sites, as informações não podem ser mais coletadas com consentimento implícito, no qual o usuário já recebe um campo pré-marcado.

Além disso, a pessoa deve ter pleno conhecimento de como será o processamento dos seus dados: para enviar newsletter, gerar estatísticas, oferecer produtos semelhantes, receber anúncios etc. Caso esse uso seja modificado, é necessário informá-lo.

Tudo isso sem mencionar que, agora, todas as organizações são unicamente responsáveis pelas informações que obtêm, processam e compartilham. Em casos de roubos ou vazamentos, haverá graves punições. Por isso, antes de solicitar algo, é preciso pensar na necessidade, adequação e proporção, para que o empreendimento não tenha posse de muitas informações desnecessárias, que possam ser roubadas.

De qual forma a lei afetará as lojas virtuais e seus clientes?

Os e-commerces serão bastante afetados com essa nova legislação, principalmente para aumentar a efetividade dos negócios com as campanhas segmentadas. Entretanto, a boa notícia é que quem já coleta dados dos clientes para oferecer uma experiência melhor dentro do site pode continuar com tal prática, desde que feita sem exageros. Ou seja, podem ser obtidos dados que sejam relevantes e por um tempo curto.

Além disso, as lojas online terão que mudar seus termos de uso e sua Política de Privacidade conforme os dez princípios da LGPD. Nesse caso, deverão expor:

  • finalidade de recolhimento de cookies e como a marca os tratará;
  • finalidade de recolhimento de cadastro e como a marca o tratará;
  • finalidade de recolhimento da lista de desejos e como a marca a tratará;
  • finalidade de recolhimento de newsletter, contato e outros formulários e como a marca os tratará;
  • opção de a clientela poder saber quais dados a empresa tem sobre ele e exclusão deles;
  • as ações que protegem os dados internamente e externamente.

Outro aspecto que será afetado são as transações. Para que a compra seja iniciada, é necessário o preenchimento de um cadastro obrigatório com, com a nova regra, um motivo claro e transparente para sua realização.

Ainda, no momento da efetuação do produto, são utilizados softwares de parceiros, que recebem os dados sem consentimento dos seus donos, com intuito de evitar fraudes. Com a LGPD, seus clientes devem saber dessa prática.

Para os consumidores, essa regulamentação ajuda na sua própria proteção. Isso porque os empreendimentos sofrem com ataques de hackers diariamente e, se o usuário consegue ter acesso ao que é fornecido para o e-commerce, ele fica mais seguro. Antes, pouco podia ser feito quanto a isso, mas agora as lojas são obrigadas a excluir os dados, caso seja solicitado pelos seus proprietários.

Como se adaptar à nova lei?

Com tantas mudanças, os negócios devem fazer adaptações nos seus processos. Para começar, a lei estabelece que qualquer pessoa deve ter base legal para coletar e utilizar os dados. Caso contrário, essa prática será considerada ilegal.

As organizações precisarão colher os consentimentos e renová-los sempre que mudar o tratamento planejado ou quando se refere aos dados sensíveis – aqueles que envolvem estado de saúde, gênero, posicionamento político, saúde financeira, entre outros.

No que tange às automatizações, será necessário explicar sobre as decisões tomadas, e, caso não haja concordância, a segmentação do público-alvo e a personalização tornar-se-ão um pouco complicadas, mas não impossível.

Uma solução é o investimento no aprimoramento do relacionamento por meio de uma comunicação eficiente com os clientes para conhecê-los mais a fundo. Isso porque não será mais possível fazer anúncios segmentados, e os leads podem optar por não recebê-los.

O que acontece se a LGPD não for cumprida?

Se a legislação é tão rígida, o descumprimento dela gera penalidades bem severas. As punições incluem 2% do faturamento da empresa ou até R$ 50 milhões por infração, dependendo da sua gravidade.

Quem insistir em continuar praticando atos inadequados com os dados dos usuários poderá ter sérios problemas com o ministério público e ter o bloqueio do direito de tratar as informações, dentro do prazo necessário para regularizar.

Não dá para dizer que a LGPD será uma tarefa simples de se cumprir, pois exige mudanças complexas que envolvem desde a estruturação da interface de vendas até a equiparação de sistemas para deletar os dados quando solicitados pelos clientes. No entanto, será muito benéfico para toda a sociedade, uma vez que busca transparência e, ao mesmo tempo, segurança.

Fique de olho em nosso blog e acompanhe mais atualizações. Além de muitas novidades sobre o mundo do e-commerce!

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário