E-commerce cresce em 6 meses o mesmo que em 6 anos

Desde março deste ano, as compras online crescerem de forma impressionante.  Assim, durante este período de quarentena, é praticamente impossível encontrar alguém […]

Desde março deste ano, as compras online crescerem de forma impressionante

Assim, durante este período de quarentena, é praticamente impossível encontrar alguém que tenha contato com a internet e não tenha feito nenhuma compra online.

Desta forma, a fatia do e-commerce passou de 2,9% para 3,7% no Estado de São Paulo. Já na capital paulista, o que foi vendido online representou 5% de todo o faturamento do primeiro semestre, segundo estudo da Fecomércio-SP. 

E-commerce cresce 6 anos em 6 meses

Inesperadamente, a taxa de crescimento do e-commerce registrada entre os anos de 2013 e 2019, foi a mesma que registramos neste primeiro semestre de 2020, aponta um estudo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). 

“Em apenas seis meses de pandemia, a participação do comércio eletrônico no varejo cresceu o equivalente a seis anos anteriores”, declarou Kelly Carvalho, a assessora econômica da Fecomércio-SP

Vale destacar a importância dos marketplaces nesse processo de crescimento. Sem dúvida, os marketplaces abriram as portas para que pequenas empresas conseguissem vender online sem precisar investir em seu próprio marketing digital. 

Assim, além de ter maior visibilidade por vender em uma loja grande e renomada, o pequeno lojista teve a oportunidade de começar a vender online de forma rápida e fácil. 

Aumento do ticket médio

Ao mesmo tempo, conforme o e-commerce cresce, o ticket médio também aumenta. 

Só no primeiro semestre deste ano, considerando o Estado de São Paulo, o ticket médio em compras aumentou 17,5%, representando quase o dobro do varejo tradicional, que teve alta de 9,4% no mesmo período.

Grande parte dos itens de maior valor, como os bens duráveis, foram comprados no início da pandemia, segundo Kelly Carvalho. 

Entretanto, a economista acredita que deve haver estabilização do valor gasto. Uma vez que, os consumidores estão com receio do que ocorrerá em breve, no fim e no pós-pandemia. 

Destaque para a Capital Paulista

A capital de São Paulo foi a cidade que teve maior aumento de compras no e-commerce no primeiro semestre e também é a maior aposta até o final do ano. 

Deste modo, a expectativa é que a capital paulista termine o ano de 2020 com o e-commerce correspondendo com algo entre 6% e 7% das vendas do varejo, calcula a economista Kelly Carvalho. 

Caso essa expectativa seja realmente alcançada, a capital paulista se aproximará muito da cidade de Nova York (EUA) em relação ao desemprenho no e-commerce. Em Nova York, as compras online respondem por cerca de 10% do total. 

Contudo, já para o Estado de São Paulo, a economista acredita que a fatia do comércio online termine o ano em torno de 5%.

Entretanto, além da capital do estado, a região do ABC paulista também registrou avanço significativo da participação do comércio online neste primeiro semestre. Assim, pulou de 3,2% ao final de 2019 para 4,4% no fim do primeiro semestre deste ano. 

Registrando alta de 1,2 ponto porcentual. Por outro lado, o litoral também se destacou com uma fatia de 3,8% ao final do primeiro semestre.

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