Dia das Mães: 3 dicas para vender sem cair em estereótipos

O Dia das Mães é uma das principais datas do calendário comercial mundial. E isso independe de quando ele seja comemorado. Sim, […]

O Dia das Mães é uma das principais datas do calendário comercial mundial.

E isso independe de quando ele seja comemorado. Sim, o Dia das Mães é celebrado em diferentes dias mundo afora. Em países como Brasil, Itália e Estados Unidos, ele é comemorado no segundo domingo de maio. Já na Inglaterra, é no quarto domingo da quaresma. A Argentina, por sua vez, festeja no terceiro domingo de outubro.

Ano após ano, a expectativa para as vendas no Dia das Mães brilha os olhos dos varejistas. E não é à toa; essa é uma das datas mais rentáveis para o varejo, incluindo o e-commerce. Em 2020, as vendas no período arrecadaram mais de R$ 6 bilhões para o comércio eletrônico, de acordo com dados da Compre&Confie. Isso significou um crescimento de 117% em relação a 2019, quando o varejo online vendeu R$ 2,78 bilhões na data.

E se tem um público para o qual as lojas já estão acostumadas a fazer campanhas publicitárias, esse público é o das mães. Afinal, desde que a data foi instaurada no Brasil, em maio de 1932, por Getúlio Vargas, o seu viés comercial vem sendo explorado com sucesso. 

Mas uma questão que ronda essa data comemorativa é: se a sociedade brasileira mudou desde 1932, se as mulheres e as mães mudaram desde 1932, por que as campanhas para o Dia das Mães continuam tão iguais?

3 dicas para vender sem cair em estereótipos

A imagem da mãe devota à família e ao lar ainda é a base das campanhas que estampam os espaços publicitários (físicos e online). É com base neste estereótipo que muitas lojas estruturam suas estratégias para a data comemorativa, planejam alavancar as vendas e, ao final, não entendem qual o motivo de não atingirem o êxito.

Para te ajudar a fugir desses estereótipos tão antiquados e a se conectar com a sua audiência (sejam as mães ou os filhos, que buscam presenteá-las), vamos trazer, aqui, três dicas certeiras e fáceis de aplicar ao seu negócio.

Com elas, você conseguirá fazer campanhas mais reais, com as quais a sua audiência se sinta representada e criar uma conexão entre sua marca, seu produto e o seu público. 

  • Não se limite à mãe dona de casa

Esqueça a imagem de mãe que foi criada entre os anos 1930 e 1970. Ela reflete a imagem de uma mãe apegada ao lar, a famosa dona de casa. Para ela, presentes interessantes giravam sempre em torno da casa, seja um novo jogo de talheres ou item de decoração.

Veja bem: não significa que este perfil de mulher e mãe deixou de existir. Significa, apenas, que agora outros perfis têm tanta participação na sociedade quanto este. E uma pesquisa de 2018,  a “Mind the Gap – The Global Disconnect Between Moms and Marketeres”, mostrou que 85% das mães não se sentem mais representadas pelas campanhas.

Se você quer agradar as mães, precisa se lembrar que existem perfis variados e quanto mais abrangente for a sua campanha e o seu negócio, mais fácil atingir diversos públicos. O que, por sua vez, aumenta as chances de conversão e de ganho para o seu negócio.

E tão importante quanto pensar em uma campanha plural é estar em ambientes plurais. Para quem vende online, isso fica ainda mais possível quando se vende através de um marketplace. Esses canais são como grandes shoppings centers virtuais, nos quais lojas de diferentes segmentos anunciam seus produtos. Isso faz com que o lojista atinja diversos públicos mais facilmente, afinal, essas lojas, já conceituadas no mercado, têm um alto tráfego e um alcance muito grande.

Um exemplo palpável disso é a B2W Marketplace, que oferece ao lojista parceiro a oportunidade de anunciar seus itens na Americanas, Submarino e Shoptime. São três marcas distintas, com foco em públicos diferentes (inclusive na tradicional dona de casa). Isso aumenta as possibilidades de quem quer vender mais na data porque abre o leque de opções — para muitas categorias e diferentes perfis de audiência, sem que o lojista precise fazer um grande esforço para isso. 

  • Não faça da sua campanha um “comercial de margarina”

O termo “comercial de margarina” é utilizado para se referir literalmente às propagandas dos anos 1990 destes produtos. Elas sempre retratavam famílias felizes, em plena harmonia, vivendo em belas casas e em que todos tomavam o café da manhã juntos. Mas, esta é a realidade?

Provavelmente, para a maioria do seu público, essa representação soa forçada. Mães não são felizes todo o tempo, a relação com os filhos não é tão perfeita e tomarem café da manhã juntos tem sido cada vez mais raro. Ou seja, não reflete a realidade. E mais que isso, está tão distante da realidade que faz com que o público não só não se identifique, como a rejeite. Se ele não se sente representado nas suas campanhas, você não conseguiu se comunicar. Ou seja, nem mães e nem filhos irão se conectar com a sua marca e o seu produto.

Para ir à contramão dos comerciais de margarina, traga mais realidade e diversidade para suas campanhas. Pense em situações que o seu público vive (mães e filhos) e como eles reagem, como se comportam…

Por exemplo, se você tem uma loja de artigos esportivos, pode trabalhar a ideia de mães ensinando algum esporte para o filho pequeno ou praticando junto. Se você trabalha com eletrodomésticos, que tal pensar em campanhas que apresentem ideias que facilitem a vida de quem cuida da casa, para que ela tenha a oportunidade de passar menor tempo nessas atividades e mais tempo cuidando de si?

  • Combata o clichê da supermãe

Se a sociedade evoluiu por um lado, com mais mulheres no mercado de trabalho, por outro, a coisa não andou tanto… A questão é que, hoje, muitas mulheres trabalham fora, mas ainda são as responsáveis por cuidar da casa, dos filhos, dos animais domésticos e até mesmo do cuidado com os entes mais velhos da família. Isso sem contar que elas também precisam de tempo para cuidar de si e se divertirem. Existe aqui um excesso de atividades, concorda?

O resultado são mulheres esgotadas tanto fisicamente, quanto mentalmente. E frustradas também, porque a sociedade (o comércio e a publicidade inclusas) as tratam como supermães. E na verdade, elas só estão superesgotadas. E por melhor que tenha sido a intenção de reconhecer essa face “multitarefa” da mãe, este tipo de campanha ajuda a reforçar a situação, ao invés de combatê-la. 

Por isso, invista em campanhas nas quais a família participa das atividades que beneficiam a todos, por exemplo. Filhos e maridos que dividem as tarefas domésticas, além do cuidado com outras pessoas. Traga a visão de uma maternidade mais leve para que, gradualmente, as pessoas absorvam a ideia.

Retratar a nova realidade das mães pode até ser um desafio para os lojistas e suas campanhas. Mas, decerto, quem abraçar este desafio primeiro, também estará entre os primeiros a ver melhores resultados, a engajar a audiência e a estabelecer uma base de clientes cativos e fãs. Muito além de consumidores. 

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