Quer empreender em 2020? Confira as 4 melhores ideias de negócio
Entenda como funciona o Simples Nacional para e-commerce

Entenda como foi o panorama do e-commerce no Brasil em 2019

Publicado em: • Última Atualização:

O e-commerce no Brasil não para de crescer e criar oportunidades. Com tanta informação disponível, é fácil se perder com as tendências e realizar investimentos inadequados.

Por isso, reunimos as mais recentes pesquisas e estatísticas do setor para que você possa enfrentar os desafios de 2020 com mais segurança. Confira agora nosso resumo com os principais insights de 2019!

Panorama do e-commerce no Brasil

Em sua versão mais recente, o relatório da Webshoppers anuncia o crescimento das vendas virtuais em 12% no primeiro semestre de 2019 (em comparação ao mesmo período de 2018).

Podemos relacionar esse aumento com o número crescente de dispositivos móveis: são 230 milhões de smartphones em uso no País. Isso permitiu que 5,3 milhões de consumidores fizessem uma compra online pela primeira vez.

Para atender a esses novos usuários, os sites precisam investir ainda mais em otimização de layout e segurança. Pessoas que não estão familiarizadas com a internet necessitam de uma experiência simples, rápida e transparente.

Observamos também o amadurecimento do consumo de bens não duráveis. A estimativa é que o faturamento do segmento atinja R$ 59,8 bilhões em 2019 — com 144 milhões de pedidos.

Outro fator de destaque na pesquisa é o aumento expressivo das vendas nas regiões norte e sul do Brasil (36% e 29% respectivamente). Estratégias mais eficientes de logística são essenciais no novo cenário.

Navegação mobile

Os aplicativos para celular permitem a experiência ideal de navegação. De fato, 78% dos brasileiros com smartphone preferem comprar via aplicativo. Para empresas que ainda não têm um sistema próprio, o ideal é adotar as melhores plataformas e tecnologias para oferecer um site 100% responsivo.

Lembre-se de que os resultados do Google para desktop e mobile são diferentes. Se seu site não for otimizado para todos os dispositivos, você também perderá tráfego orgânico (gratuito). Os dados do relatório comprovam que 42% dos pedidos são feitos via mobile — crescimento de 10% em um ano.

O comportamento do usuário é alterado a cada dispositivo, veja as últimas evoluções:

  • computador — compras a qualquer momento;
  • smartphone — compras a qualquer momento em qualquer lugar;
  • assistente virtual — compras a qualquer momento em qualquer lugar com resultados prontos.

Nesse cenário, os sites beneficiados pelo assistente devem apresentar páginas ultra segmentadas e que respondam perguntas cotidianas, além de uma boa navegação mobile. Contudo, um bom trabalho de SEO ainda é necessário, visto que os sites recomendados estão no topo das buscas ou na posição zero.

Redes sociais

Nos últimos anos, as redes sociais deixaram de ser uma ferramenta de apoio para se tornar uma extensão do negócio. Segundo levantamento, 75,7% das pessoas fazem pesquisas antes de comprar um produto.

Os perfis sociais são um dos primeiros resultados nos buscadores, podendo até superar o próprio site da empresa. Além dos conteúdos atualizados, os usuários esperam receber um bom atendimento e encontrar feedbacks de outros clientes. A pesquisa Webshoppers aponta que as redes sociais são o segundo maior motivador de compras — com 19% das indicações.

Os principais canais são Facebook, com 53%, e Instagram, com 32% das indicações. Além disso, 80% dos consumidores que vieram das redes sociais ficaram satisfeitos em relação ao preço. Grande parte das recomendações são de influencers patrocinados. O principal motivador de compra ainda são os sites de busca, em especial o Google.

Setores em destaque

Na liderança estão: Perfumaria, Cosméticos e Saúde juntamente com Moda e Acessórios. Ambos os setores estão com 18% de participação nas vendas totais. O relatório também apresenta o ticket médio de cada segmento em 2019:

  • pet shop R$ 180;
  • alimentos e bebidas R$ 248;
  • joias e relógios R$ 329;
  • moda e acessórios R$ 169;
  • acessórios automotivos R$ 536;
  • móveis para escritório R$ 649;
  • perfumaria, cosméticos e saúde R$ 197;
  • brinquedos e games R$ 278.

Por motivos óbvios, a maior frequência de compras é de bens não duráveis (Alimentos e Papelaria). Os segmentos com menor frequência de compra são Telefonia e Sex shop.

Pagamentos e frete

No primeiro semestre de 2019, 67% dos clientes optaram pelo cartão de crédito, 19% utilizaram boleto, 8% outras modalidades e 6% escolheram o cartão da loja.

52,6% dos pagamentos foram à vista com R$ 338 de ticket médio. Quem dividiu em 2 ou 3 vezes pagou uma média de R$ 215 por pedido. Pagamentos maiores (média de R$ 682) foram parcelados em 4 a 12 vezes.

Para os fretes, 60% dos consumidores preferem pagar mais barato no envio, mesmo com prazos de entrega maiores.

O frete grátis ainda é bastante difundido entre as lojas. Um estudo constatou que 75% dos consumidores ​​esperam que a entrega seja gratuita. Ou seja, mais da metade dos compradores verão o frete como um obstáculo. A adoção da estratégia por grandes sites e marketplaces reforça ainda mais essa necessidade. Algumas ações adotadas para custear o frete são:

  • serviços de fulfillment;
  • oferta limitada para alguns estados;
  • parceria com várias transportadoras;
  • frete grátis somente para compras maiores;
  • programas de fidelidade.

Tendências do mercado para 2020

As seguintes tendências cresceram em 2019 e devem evoluir ainda mais neste ano:

  • o Google está se tornando um marketplace. Com a poderosa ferramenta Google Shopping, o buscador exibe os produtos pesquisados lado a lado para uma comparação rápida e simples. Isso reduz a fidelidade dos clientes e força a criação de outros benefícios além do preço;
  • redes sociais podem começar a vender produtos. O Instagram já começou os testes para permitir compras dentro do aplicativo. Isso não retira a importância de um site próprio, mas reforça o cuidado que as marcas devem ter em todos os canais de relacionamento;
  • realidade aumentada mais acessível. Grandes marcas já estão investindo na tecnologia para melhorar a experiência de compra;
  • produtos artesanais e customizados estão em alta. As pessoas estão dispostas a pagar mais por experiências exclusivas e personalizadas. Os negócios de nicho estão atendendo com sucesso a essa demanda;
  • responsabilidade social e ambiental. Os brasileiros são os consumidores mais conscientes do mundo. Uma pesquisa aponta que 87% dos compradores preferem produtos e serviços de empresas responsáveis.

Por fim, as tendências e estatísticas do e-commerce no Brasil são importantes para fornecer insights, mas não são regras aplicáveis a todos os casos. Antes de qualquer investimento, procure identificar os pontos mais relevantes para seu público-alvo.

A ação melhorou a experiência de compra? Está gerando mais conversões? Está aumentando o número de clientes recorrentes? Suprir uma necessidade com extrema competência e qualidade, ainda é a melhor oportunidade de negócio.

Por outro lado, existem algumas mudanças no comportamento de compra que são inevitáveis. Esse é o caso da adoção dos dispositivos móveis, cabe às empresas se adaptar e traçar estratégias de acordo. Descubra agora como alcançar os clientes mobile e vender mais!

Ficou com alguma dúvida? Faça parte do nosso grupo no Facebook com especialistas em e-commerce e outros lojistas e envie sua pergunta.

Está pensando em criar uma loja virtual? Faça o teste e descubra se você está pronto!

Entenda como foi o panorama do e-commerce no Brasil em 2019
5 (100%) 1 voto

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *