Big Data no varejo: quais são as aplicações atuais e tendências de uso?

As tecnologias vêm transformando diversos segmentos. Há um tempo, os varejistas precisavam procurar por softwares pesados e caros para processar todo o […]

As tecnologias vêm transformando diversos segmentos. Há um tempo, os varejistas precisavam procurar por softwares pesados e caros para processar todo o conjunto de dados. Com o advento do Big Data no varejo, essa realidade mudou para melhor, uma vez que permite analisar tendências e padrões de consumo para otimizar as ações e atrair mais vendas.

Ao entender melhor esses hábitos e o comportamento do público, os lojistas preveem o que devem fazer em determinados períodos para atender os novos consumidores – mais exigentes, participativos e menos leais às marcas.

Para os negócios que querem manter-se competitivos no mercado, não adianta mais fazer uso de ferramentas convencionais. É preciso utilizar sistemas mais completos que ajudem na tomada de decisão.

O varejo é o nicho que mais sai ganhando com o Big Data. Mas você sabe como? Para entender melhor, continue a leitura. Além dos benefícios, explicaremos melhor a importância dessa tecnologia, como está sendo utilizada no varejo, quais desafios enfrenta, quais dificuldades superou e as tendências. Confira na sequência!

O que é Big Data?

Basicamente, é um enorme e complexo volume de dados que são armazenados e processados por diferentes tipos de fontes. Dessa forma, é possível coletá-los e avaliá-los para diversos fins, sendo o principal deles o cruzamento para obter insights rápidos e valiosos. Essas metodologias têm ganhado cada vez mais relevância para os negócios digitais e maiores, como o varejo.

Não é algo novo, que tenha surgido junto com as últimas tecnologias, mas, agora, a sociedade produz muito mais informações que antes por meio dos dispositivos móveis, por exemplo. Por isso, a essência do Big Data é gerar valor para as empresas mediante sua velocidade para informar sobre qualquer assunto, como a satisfação dos consumidores nas mídias sociais.

Desse modo, o conjunto de ferramentas que administra todos esses dados é definido como Big Data. Elas são capazes de coletar, organizar, refinar e interpretar informações para torná-las estratégicas para os negócios.

Qual é a importância da utilização do Big Data no varejo?

Como o Big Data permite analisar e descobrir padrões e tendências, o varejo pode ganhar muito com ele, pois saber das novidades de consumo permite o crescimento do negócio, uma vez que, a partir disso, é viável planejar estratégias mais assertivas.

O varejo é um dos segmentos que mais utilizam essa tecnologia e obtêm bons resultados. Isso porque as lojas conseguem movimentar-se conforme as descobertas do mercado e oferecer o melhor serviço baseado nisso.

Dessa forma, essas informações servem para tomar decisões de acordo com o cenário em que a empresa está situada. Imagine um empreendimento que não consegue coletar e utilizar esses dados ao seu favor. Não há como fazer previsões ou lançar produtos, por exemplo.

O Big Data determina as razões de uma falha ou um gargalo internamente ou externamente em tempo real. Para os varejistas, isso é essencial para manter tudo em funcionamento, além de ser um bom relacionamento com os clientes, o que é primordial para a vida de um negócio.

De todo o modo, acompanhar e atualizar a administração de uma loja que envolve a situação dos seus consumidores e da gestão otimiza os riscos financeiros e outros perigos que podem levar à falência.

Vale ressaltar que essa tecnologia cria valor, pois, com dados reais, pode-se traçar melhorias que trazem vantagem competitiva e maior geração de renda e lucros. Isso significa a possibilidade de fazer investimentos certos e obter ótimos retornos sobre eles.

Como o Big Data vem sendo utilizado no varejo?

Se você ainda não está convencido da importância do Big Data para os negócios, separamos algumas formas de como ele está sendo utilizado no varejo para melhorar suas experiências. Confira a seguir!

Previsão de demandas e tendências

Saber quanto os seus consumidores estão dispostos a pagar por uma mercadoria é essencial para se preparar em determinados períodos. Por exemplo, dados como a última moda mais usada pelo seu público-alvo podem ser utilizados para traçar ações relacionadas à compra e estocagem desses produtos.

O Big Data é a chave para lidar com o estoque do negócio e comprar apenas o que é necessário. Isso ajuda o negócio a não adquirir mercadoria demais e não obter giro, o que ocasiona prejuízos com gastos de manutenção por um tempo maior, além da desvalorização do produto. Isso sem mencionar os itens perecíveis que podem levar todo um estoque para o lixo.

Por outro lado, ficar sem produtos ocasiona perdas de vendas, o que acaba frustrando o cliente que não voltará mais ao seu negócio para procurar, mesmo que haja disponibilidade depois.

Considerando que ambas as situações afetam a lucratividade, pois a empresa deixa de ganhar dinheiro, é essencial prever demandas por meio de dados que indiquem quando elas poderão acontecer ao longo do ano, seja pelo histórico de vendas da empresa ou de outras fontes.

Para que isso seja possível, é preciso ficar atento às tendências macroeconômicas, meteorológicas e sazonais que seus consumidores estão esperando. Assim, sua loja pode oferecer os produtos antes da concorrência e suprir as necessidades e expectativas de quem compra com você.

Estratégias de marketing e fidelização dos clientes

A tecnologia já vem sendo aplicada para descobrir o perfil dos consumidores, como nome, gênero, idade, profissão etc. Essas informações ajudam a estabelecer a conexão com cada um, baseada nas suas compras, frequência e preferências.

Imagine um homem fanático por esportes. O Big Data consegue identificar isso pelo seu padrão de compra, como camisetas de futebol, caneleiras e chuteiras, e faz a comparação com sua idade. A partir disso, os profissionais de marketing elaboram ações, como promoções e ofertas específicas por meio das diferentes mídias sociais, para fazer com que ele retorne mais vezes à loja.

Estratégias como essa podem ser utilizadas para fidelizar. Mais importante do que reter novos clientes é fazer com que os que já compraram de você adquiram muitos outros produtos.

Isso significa que, depois da compra ser concluída, é necessário investir no relacionamento com o comprador, e os dados são fundamentais para isso. Por meio de informações conectadas e atualizadas, podem ser enviadas mensagens de newsletter, e-mails em datas comemorativas, promoções e outras ações realizadas de forma personalizada e agradável.

O Big Data é muito útil para os varejistas nesse caso, pois, como há um alto nível de informações dos consumidores, a ferramenta consegue centralizá-los e mostrar os pontos de melhoria na relação entre marca e pessoa que tenha o perfil ideal para o estabelecimento.

Otimização do e-commerce

Inúmeros e-commerces em 2020, sejam nacionais ou internacionais, já utilizam o Big Data para propor outras ações anteriores ou posteriores à compra. Esse leque de opções para o consumidor possibilita ampliar as oportunidades de vendas, pois direciona produtos semelhantes conforme os gostos e desejos de cada usuário.

Por exemplo: quando uma loja virtual coloca frases na mesma página dos itens, como “quem viu este produto, viu também”, “aproveite e veja também” ou “frequentemente comprados juntos”, ela está tentando vender mercadorias semelhantes ou complementares para aumentar o ticket médio do cliente.

Isso significa que alguém procurando por um Smartphone pode querer levar também uma capa protetora e um fone de ouvido remoto. Por isso, vale a pena a loja fazer a sugestão.

Além disso, as empresas têm como objetivo aumentar o tempo de permanência dos usuários no site. Com as recomendações, fica mais fácil pesquisar pelo preço e pelas características dos outros produtos para comparar apenas com um clique, sem precisar procurar na barra de busca.

Adequação dos preços

Com estatísticas da procura dos consumidores e das movimentações dos concorrentes, é possível observar o aumento ou a diminuição da procura de determinados produtos e fazer uma precificação inteligente.

Essa ação tem como objetivo fazer o giro de estoque, mas de maneira planejada, pois é viável rastrear custos e transações para realizar ofertas e promoções. Isso pode ser feito de forma simples e gratuitamente, sem a necessidade de gastar dinheiro excessivo para identificar as vendas diárias e descobrir novos caminhos para lucrar mais.

Mudanças no layout da loja

O Big Data é um aliado forte para ver os dados dos sistemas. Com o software certo, você consegue coletar e mapear todo o processo dos internautas pela sua loja online e utilizar essas informações ao seu favor para fazer as mudanças necessárias no layout.

O espaço é otimizado para chamar a atenção dos visitantes e receber ofertas mais atrativas em meses que a quantidade de vendas são menores. Isso é feito por meio de códigos e sensores que rastreiam o tráfego de cada pessoa no varejo para saber seus hábitos de compra em cada período do ano.

Podemos exemplificar isso com um mercado que pode deixar em destaque os preços em promoções no e-commerce para incentivar a compra por impulso, principalmente se o cliente tem pouco dinheiro disponível.

Ainda seguindo o mesmo exemplo, é possível observar o percurso do cliente pelas câmeras para saber quais as prateleiras que são menos populares e, a partir desses dados, criar soluções para esses expositores se tornarem mais atraentes e, consequentemente, mais visitados.

Ao fazer tudo isso, você investe na experiência do consumidor e consegue aproximar sua marca até o fidelizar. De todo o modo, é necessário planejar as estratégias utilizadas para impactá-lo de maneira positiva.

Personalização da oferta

O consumidor moderno deixa seus rastros por todos os sites que entra. Ao coletar essas informações e centralizá-las, o varejista consegue identificar os interesses pessoais para elaborar campanhas personalizadas.

A tecnologia permite oferecer um diferencial para os problemas e as necessidades de cada pessoa, e não algo genérico para um grupo maior e semelhante. Com isso, a taxa de conversão aumenta, além do ticket médio e os níveis de satisfação da clientela.

Para se ter ideia, a Netflix usa isso ao seu favor. Com dados sobre a avaliação dos filmes e séries a que um usuário assiste, a marca indica novos conteúdos similares. Assim, seus usuários não precisam perder muito tempo procurando algo que gostem e permanecem mais dentro da plataforma.

Ou seja, conhecer a jornada dos consumidores garante uma oferta mais direta e estratégica. Essa transformação digital facilita a vida do varejo, por diminuir o ciclo de compras, e dos compradores, que têm suas dores solucionadas mais rapidamente.

Redução de custos

Com os softwares corretos, o varejo pode reduzir seus custos com dados que envolvem:

  • a situação interna e externa atual da empresa;
  • o time de funcionários;
  • os últimos investimentos realizados;
  • o estoque.

Essas informações permitem identificar os gargalos que, muitas vezes, significam desperdícios ou desvios de recursos. Assim, os processos podem ser ajustados conforme a necessidade da empresa, sem que sobre ou falte insumos.

Outro ponto é que os dados possibilitam estabelecer cronogramas mais apurados para alcançar as metas organizacionais, o que evita investimentos desnecessários em equipamentos, tecnologias ou outras decisões para trazer o resultado esperado.

O Big Data é tão poderoso para a diminuição de custos que a VISA, por exemplo, consegue cruzar informações sobre o perfil e a segurança dos consumidores em segundos para aprovar ou não uma transação feita no cartão de crédito em pontos de vendas. Assim, foi possível evitar fraudes, e, ao reduzir esse número, a empresa obteve uma economia de U$ 2 milhões em pagamentos falsos.

Aumento das vendas

Os dados é o elemento principal para melhorar a entrega dos produtos ou serviços ao cliente. Eles conseguem mostrar as inúmeras oportunidades do varejo que a concorrência ainda não detectou e que podem destacar o negócio e levar o público a indagar “como ninguém nunca pensou nisso?”.

Não precisa ser algo inovador, mas que seus consumidores consigam notar sua boa intenção. Um simples e-mail notificando sobre a disponibilidade de uma mercadoria que o cliente compra todo mês já é o suficiente para aumentar suas vendas e atender às necessidades dos compradores.

Um exemplo é a rede de hotéis Red Roof Inn, que levanta atualizações sobre cancelamentos de voos e o nível da situação do clima para descobrir os potenciais clientes que precisam de um lugar para se hospedar até a próxima conexão. A partir disso, são lançados anúncios para dispositivos móveis para atrair as pessoas do aeroporto. Desse modo, o número de reservas aumenta.

Para ter acesso a essas informações, são necessárias ferramentas que façam uma análise precisa e transformem os dados desconexos, como a previsão de tempo e os voos cancelados, em uma leitura sobre o contexto favorável do mercado para ser aproveitado imediatamente.

Quais são os desafios do Big Data no varejo?

O Big Data traz muitas vantagens para o varejo, ao mesmo tempo que encontra alguns desafios. Os fornecedores dessa tecnologia procuram por formas para diminuir esses obstáculos que surgem à medida que são usadas.

É preciso lidar com dados precisos, mas saber quais são necessários para serem estudados e gerar diferenciação para a loja. O objetivo disso tudo é buscar exatamente as informações que trarão novidades para sua gestão e tornar o negócio competitivo.

Sendo assim, o varejo precisa lidar com dados de um mesmo cliente, que vem de diversas fontes. Ou seja, uma mesma pessoa pode adquirir seus produtos pelo dispositivo móvel e, em outra compra, pode acessar por um desktop. Por isso, é fundamental unificar ambos IPs para coletar informações sobre um mesmo cliente.

Isso sem contar com as formas de pagamentos de um comprador, que podem variar a cada transação: ora feita por boleto bancário, outra com cartão de crédito próprio ou de um pendente.

Tudo isso deve ser centralizado. No entanto, não é raro que algumas empresas tenham sistemas diferentes para cada departamento: um para o estoque, outro para as finanças e um CRM. Cada qual tem uma forma de arquivamento e demora mais tempo para serem acessados e pesquisados quando separados. Por esses motivos, é preciso uma única plataforma para a conversação entre todos os setores.

Se não bastasse isso, em agosto de 2018, foi sancionada a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que entra em vigor no mesmo mês de 2021 e regula o tratamento dos dados dos consumidores. Isso significa que qualquer software Big Data precisa estar em conformidade com esse regulamento, sabendo como manipular esses dados e garantir a segurança e o sigilo.

Ainda, a internet é um grande Big Data. Assim, problemas envolvendo reclamações em redes sociais com o nome da empresa podem acabar com a reputação e perder a confiança dos usuários. Desse modo, é importante focar no marketing para atender com excelência por meio de informações sobre cada ciente para personalizar a comunicação e o relacionamento.

Quais são as dificuldades que o Big Data permitiu superar?

De certa forma, o Big Data permitiu superar a distância entre loja e cliente. Isso significa que o cliente ficou mais próximo, pois a empresa consegue utilizar os dados para criar campanhas de marketing eficientes, que entregam exatamente o que o consumidor precisa, na melhor hora.

Além disso, essa tecnologia deixou de lado a dificuldade de controlar os resultados. Tudo pode mudar no mercado a qualquer momento. Por isso, verificar essa volatilidade possibilita que os varejistas monitorem o resultado final, procurando sempre obter os mais positivos.

Por exemplo, a nuvem ajuda nesse caso, pois coleta, segmenta e analisa as métricas de desempenho internas e externas de todos os setores, seja financeiro ou de operação. Esses dados fazem a diferença para não perder o controle sobre as finanças em tempos de crise.

Outra dificuldade que o Big Data ultrapassou é a tomada de decisão mais precisa, pois, quando são utilizados recursos tecnológicos, torna-se mais eficiente, considerando que a gestão tem as informações necessárias para diminuir os riscos.

Por fim, os produtos se tornam diferenciados, pois são padronizados conforme necessidades, preferências e desejos do público-alvo, ao mesmo tempo que são novidades que a concorrência não conseguiu atender.

Quais são as tendências do Big Data no varejo?

Os dados geram muito valor para as empresas, e é preciso utilizar ferramentas que não só os guardem, mas que sejam utilizadas para aplicar estratégias efetivas no varejo. Por isso, separamos três tendências para você ficar atento e implementar na sua loja virtual. Veja!

Google Analytics

O Google Analytics monitora os sites para saber dados sobre o perfil dos visitantes, as conversões que foram feitas, por quais dispositivos, em quais páginas, a localização e outros. Esse enorme Big Data permite que as empresas conheçam melhor seu público-alvo e personalizem o relacionamento com cada um.

Google Tag Manager

Essa ferramenta ajuda a automatizar e gerenciar a inserção de tags de acompanhamento em páginas com a intenção de acompanhar as ações dos consumidores, principalmente no varejo, para controlar as métricas que envolvem o acesso à loja.

Além disso, dá suporte para fazer remarketing em anúncios pagos, como no Google e Facebook ADS. Nesse caso, a pessoa visita seus produtos no e-commerce e é monitorada para depois receber campanhas no seu Facebook referente ao que viu.

Search Console

Se o Google Analytics é importante para identificar quem entra no seu site, o Search Console é a chave para saber como os visitantes chegaram a esse espaço. Dessa maneira, você consegue otimizar sua loja virtual conforme o Google a vê.

Nesse caso, é possível saber problemas de segurança, como o Google lê e indexa as suas páginas, o que os usuários procuram que os levam para seu site, entre outras verificações. Todas essas avaliações são feitas por meio de dados estruturados que aprimoram a presença digital da marca.

O Big Data no varejo traz inúmeros benefícios, evitando prejuízos e diminuindo ações equivocadas baseadas em fontes sólidas e confiáveis. Cada clique, menção e interação, seja digital ou não, é analisado em tempo real para criar um planejamento baseado em dados concretos, que permitem atingir diversos objetivos empresariais. Por isso, vale a pena cogitar esse investimento na sua loja.

O Big Data não é uma tendência passageira e já vem mudando a forma de realizar negócios. Então, não deixe de compartilhar este artigo com os seus amigos nas suas redes sociais.

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